Rogério Marinho confirma candidatura e projeta acordo futuro com Tereza Cristina.

Após confirmar a disputa, o senador afirmou que as conversas seguem abertas e demonstrou confiança na construção de uma composição política para as eleições.

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Rogério Marinho confirma candidatura e projeta acordo futuro com Tereza Cristina.

Marinho confirma entendimento com Tereza Cristina, mas descarta definição antecipada para disputa no Senado

Após oficializar sua candidatura à presidência do Senado Federal nesta quarta-feira (4), o senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que mantém diálogo constante com a senadora Tereza Cristina (PP-MS), mas rejeitou a ideia de que exista um acordo fechado para garantir a ela o comando da Casa em uma futura legislatura. Apesar disso, o parlamentar reconheceu que ambos compartilham o mesmo campo político e pretendem construir uma estratégia conjunta para fortalecer a oposição no Senado.

Durante conversa com jornalistas, logo após reunião com integrantes do Partido Liberal em Brasília, Marinho ressaltou que a ex-ministra da Agricultura possui plenas credenciais para buscar a presidência da Casa. Segundo ele, tanto sua candidatura quanto a de Tereza permanecem ativas neste momento, e uma eventual definição sobre quem representará o grupo deverá ocorrer apenas mais adiante, conforme o cenário político evoluir.

"O nome da senadora Tereza Cristina é legítimo e respeitado no Senado. Ela trabalhará para consolidar seu projeto político, assim como eu estou fazendo. No momento oportuno, haverá convergência, porque defendemos princípios semelhantes e estamos do mesmo lado das principais pautas nacionais", afirmou o senador potiguar ao destacar a parceria construída entre os dois parlamentares.

Marinho demonstrou confiança em sua campanha pela sucessão da presidência do Senado e afirmou acreditar já contar com apoio suficiente para tornar a disputa competitiva. Segundo ele, atualmente existe uma base de aproximadamente 40 votos favoráveis ao seu projeto, número próximo dos 41 necessários para garantir uma vitória em primeiro turno.

O senador destacou o crescimento das adesões dentro do Congresso, citando o apoio integral do Novo, além de parlamentares de legendas como PP e Republicanos. Ainda assim, nos bastidores da política nacional, lideranças acompanham com atenção o risco de fragmentação dos votos do campo oposicionista, situação que poderia favorecer a recondução do atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Alcolumbre é visto como um dos favoritos na corrida pelo comando do Senado por contar com o respaldo de partidos do chamado Centrão e também com a simpatia do governo federal. Além disso, parte da direção nacional do PP já manifestou apoio à sua permanência no cargo, criando um cenário de disputa interna que influencia diretamente os planos de Tereza Cristina.

Mesmo diante dessas movimentações, Marinho enfatizou que seu principal objetivo e o da senadora sul-mato-grossense são convergentes: impedir a reeleição de Alcolumbre. A aproximação entre ambos também é fortalecida por alianças construídas nos estados. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, Tereza teve participação ativa no apoio às candidaturas de Reinaldo Azambuja e Capitão Contar ao Senado, ambos eleitos pela legenda de Marinho.

Tereza busca protagonismo como alternativa
Há vários meses, Tereza Cristina vem sinalizando o desejo de disputar a presidência do Senado e trabalha para consolidar seu nome como uma alternativa aos dois principais polos da eleição: Rogério Marinho e Davi Alcolumbre. A estratégia da parlamentar é ocupar um espaço próprio dentro da Casa, atraindo senadores que não se identificam plenamente nem com a candidatura apoiada pelo governo nem com o projeto liderado pelo PL.

Na terça-feira (3), os dois parlamentares reafirmaram publicamente que permanecem pré-candidatos e que as conversas seguem em andamento. Apesar de ainda não existir um consenso, Marinho indicou que dificilmente haverá um confronto direto entre eles no momento decisivo da disputa.

Tereza, por sua vez, reforçou que mantém sua disposição de concorrer ao cargo e destacou a importância histórica que uma eventual vitória representaria para a participação feminina na política nacional.

"Minha candidatura continua de pé, assim como a de Rogério. Estamos dialogando porque fazemos parte do mesmo campo político e ainda temos tempo para construir um entendimento. Mas meu objetivo é claro: quero ser a primeira mulher a presidir o Senado Federal", declarou.

Articulações ganham força após decisão do PP
A movimentação política da senadora ganhou ainda mais repercussão após o Partido Progressistas anunciar apoio formal à reeleição de Davi Alcolumbre. A decisão não foi recebida de forma unânime dentro da sigla e gerou críticas de Tereza Cristina, que defendeu a autonomia dos senadores para escolherem livremente o próximo presidente da Casa.

Em diversas manifestações públicas, a parlamentar também tem destacado a necessidade de ampliar a participação feminina nos espaços de poder e liderança política. O tema passou a integrar seu discurso em meio às negociações que antecedem a eleição da Mesa Diretora do Senado.

Na semana passada, Tereza Cristina e Rogério Marinho chegaram a se reunir para discutir uma possível candidatura única da oposição. No entanto, as tratativas não avançaram para um acordo definitivo.

Nos bastidores, aliados da senadora acreditam que sua principal força está na capacidade de dialogar com diferentes correntes partidárias. Embora integre o grupo de oposição ao governo federal, Tereza mantém bom trânsito entre senadores de diversas legendas, incluindo parlamentares considerados independentes e até integrantes da base governista.

A avaliação de seus apoiadores é que esse perfil moderado e conciliador poderá ser decisivo para ampliar apoios e transformar sua candidatura em uma alternativa competitiva na corrida pela presidência do Senado.

Assessoria de Imprensa do CAPITAL DO MS NEWS.