Reinaldo propõe nova licitação da Malha Oeste em etapas para economizar recursos em MS.

Senador avalia que a divisão da concessão ferroviária em segmentos pode atrair mais investidores e tornar o projeto economicamente viável.

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Reinaldo propõe nova licitação da Malha Oeste em etapas para economizar recursos em MS.

Divulgação/Assessoria.

O senador eleito por Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PL), voltou a defender a recuperação da Ferrovia Malha Oeste como uma das principais obras estruturantes para o futuro econômico do Estado. Para ele, a retomada do transporte ferroviário é essencial para acompanhar o crescimento da produção agrícola e pecuária sul-mato-grossense, reduzindo custos logísticos, ampliando a competitividade dos produtores e melhorando a integração com os principais corredores de exportação do país.

A proposta defendida por Reinaldo prevê que a relicitação da Malha Oeste seja realizada de forma segmentada, por trechos, permitindo uma avaliação mais precisa da viabilidade econômica de cada região atendida pela ferrovia. Segundo o senador eleito, essa estratégia possibilita direcionar investimentos para os locais onde há maior potencial de geração de carga, garantindo mais eficiência ao processo de recuperação da malha ferroviária.

Na avaliação do ex-governador, um projeto ferroviário moderno não pode se limitar à simples recuperação dos trilhos. É necessário considerar aspectos como a demanda de transporte existente, a integração com outros sistemas logísticos e a compatibilidade técnica entre diferentes modelos de operação ferroviária. Entre os pontos destacados está a análise das bitolas utilizadas nos diversos ramais do país, buscando soluções que permitam conexões mais eficientes entre as redes ferroviárias.

“Não basta recuperar os trilhos. Precisamos de uma ferrovia que funcione, tenha carga para transportar e esteja conectada aos principais corredores logísticos do país. Defendo a relicitação por trechos, de acordo com a demanda de cargas, e a avaliação das bitolas mais adequadas para garantir essas conexões”, afirmou.

O senador eleito também tem utilizado as redes sociais para chamar atenção para a importância estratégica do modal ferroviário no escoamento da produção. Em uma das publicações, apresentou dados que evidenciam a diferença de capacidade entre os transportes rodoviário e ferroviário. Conforme os números apresentados, para transportar 11 milhões de toneladas de soja seriam necessárias cerca de 300 mil viagens de caminhões com capacidade média de 37 toneladas cada. Em comparação, um único trem com 150 vagões é capaz de transportar até 15 mil toneladas de grãos, volume equivalente à carga de mais de 400 caminhões.

O debate ganha ainda mais relevância diante dos recordes de produção registrados por Mato Grosso do Sul nos últimos anos. Dados da Aprosoja/MS apontam que a safra 2025/2026 alcançou aproximadamente 17,7 milhões de toneladas de soja. Quando somadas outras culturas agrícolas, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma produção estadual de cerca de 30,3 milhões de toneladas de grãos. Além disso, o Estado mantém uma das maiores atividades pecuárias do país, com um rebanho estimado em 17,9 milhões de bovinos.

Mesmo diante desse cenário de crescimento contínuo, a maior parte da produção ainda depende das rodovias para chegar aos mercados consumidores e aos portos de exportação. Levantamentos do setor apontam que cerca de 80% do escoamento agrícola sul-mato-grossense é realizado por caminhões, o que gera aumento de custos, desgaste acelerado das estradas e maior dependência de um único modal de transporte.

A Malha Oeste possui aproximadamente 1,6 mil quilômetros de extensão, ligando Corumbá, na fronteira com a Bolívia, ao município paulista de Mairinque. Com décadas de importância histórica para o desenvolvimento regional, a ferrovia perdeu competitividade ao longo dos anos devido à falta de investimentos e à deterioração da infraestrutura. A expectativa é que uma nova concessão possa viabilizar recursos para a recuperação dos trilhos, modernização dos sistemas operacionais e retomada gradual das atividades de transporte de cargas.

Para Reinaldo Azambuja, a reconstrução da Malha Oeste deve fazer parte de uma estratégia mais ampla de desenvolvimento logístico. Segundo ele, a combinação entre rodovias e ferrovias pode gerar ganhos expressivos para o agronegócio, para a indústria e para toda a economia estadual, além de contribuir para a redução dos custos de frete e para a preservação da infraestrutura rodoviária.

“Mato Grosso do Sul bate recordes de produção, mas continua dependendo excessivamente das rodovias. O transporte ferroviário reduz custos, diminui o desgaste das estradas e aumenta a competitividade de quem produz. Precisamos combinar os dois modais de forma inteligente”, destacou.

O senador eleito afirma que pretende levar o tema ao Senado Federal e defender uma solução definitiva para a recuperação da Malha Oeste, envolvendo participação do governo federal, investidores privados e representantes do setor produtivo. O objetivo é construir um modelo sustentável, capaz de atrair investimentos e garantir que a ferrovia volte a desempenhar papel relevante na logística nacional.

Ao encerrar sua defesa pela revitalização da ferrovia, Reinaldo reforçou que Mato Grosso do Sul precisa investir em infraestrutura compatível com o ritmo de crescimento de sua produção. Para ele, a retomada dos trilhos representa não apenas uma alternativa de transporte, mas um passo estratégico para ampliar a competitividade do Estado e consolidar sua posição entre os principais polos produtores do Brasil.

“MS precisa voltar aos trilhos. Não podemos continuar transportando a produção do futuro com a infraestrutura do passado. Precisamos de ferrovias modernas, economicamente viáveis e integradas aos corredores de desenvolvimento do Brasil”, concluiu.

Assessoria de Imprensa do CAPITAL DO MS NEWS.