Comissão do Senado aprova proposta de Rose Modesto que estabelece piso para profissionais de apoio escolar.

A proposta busca valorizar trabalhadores que atuam no suporte às atividades escolares e agora segue para as próximas etapas de tramitação no Congresso.

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Comissão do Senado aprova proposta de Rose Modesto que estabelece piso para profissionais de apoio escolar.

Projeto que cria piso salarial nacional para trabalhadores da educação avança no Senado

Proposta estabelece remuneração mínima equivalente a 75% do piso do magistério e representa um importante passo para a valorização dos profissionais que garantem o funcionamento das escolas públicas brasileiras.

O Projeto de Lei nº 2.531/2021, de autoria da deputada federal eleita e presidente estadual do União Brasil em Mato Grosso do Sul, Rose Modesto, conquistou mais um avanço em sua tramitação no Congresso Nacional. Nesta terça-feira (3), a matéria foi aprovada pela Comissão de Educação e Cultura (CE) do Senado Federal, fortalecendo a discussão sobre a valorização dos profissionais da educação que atuam fora das salas de aula, mas desempenham funções indispensáveis para o dia a dia das instituições de ensino. Agora, o texto segue para análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde serão avaliados os impactos financeiros da proposta.

A iniciativa tem como principal objetivo instituir um piso salarial profissional nacional para os trabalhadores da educação básica pública que exercem atividades de apoio administrativo, técnico e operacional. Entre os beneficiados estão profissionais como merendeiras, auxiliares de serviços gerais, secretários escolares, inspetores, agentes de apoio educacional e outros servidores responsáveis por garantir que as escolas funcionem de maneira adequada e organizada.

De acordo com o texto aprovado, o piso salarial desses trabalhadores corresponderá a 75% do valor definido para o Piso Nacional do Magistério da Educação Básica, considerando profissionais com formação de nível médio e carga horária de até 40 horas semanais. Nos casos de jornadas inferiores ou superiores, a remuneração deverá ser ajustada proporcionalmente.

A proposta busca corrigir uma histórica disparidade salarial existente dentro das redes públicas de ensino. Embora desempenhem funções fundamentais para o ambiente escolar, muitos desses profissionais ainda enfrentam baixos salários e pouca valorização em comparação a outras categorias da educação. O projeto pretende estabelecer uma referência nacional capaz de oferecer maior segurança financeira e reconhecimento ao trabalho desenvolvido por esses servidores.

O parecer favorável na Comissão de Educação foi apresentado pelo senador Marcelo Castro (MDB-PI), relator da matéria. Em sua avaliação, a criação de um piso nacional representa uma medida importante para fortalecer a estrutura das escolas públicas e reconhecer a contribuição dos profissionais que atuam nos bastidores do sistema educacional.

A trajetória do projeto começou em julho de 2021, durante o primeiro mandato de Rose Modesto na Câmara dos Deputados. Desde então, a proposta passou por diferentes etapas de análise, debates e votações até ser aprovada na Câmara e encaminhada ao Senado Federal. A aprovação na Comissão de Educação é considerada mais uma conquista para os defensores da valorização dos trabalhadores da educação básica pública.

Para Rose Modesto, a proposta reforça a necessidade de ampliar o reconhecimento de todos os profissionais que fazem parte do processo educacional. Embora os professores estejam diretamente ligados ao ensino em sala de aula, o funcionamento das unidades escolares depende também do trabalho de dezenas de servidores responsáveis pela alimentação dos estudantes, organização administrativa, manutenção dos espaços e suporte às atividades pedagógicas.

Com o avanço da matéria, a expectativa é que o debate sobre a valorização desses profissionais ganhe ainda mais força no Senado. A próxima etapa será a análise pela Comissão de Assuntos Econômicos, que examinará os impactos orçamentários e a viabilidade financeira da medida. Caso receba parecer favorável, o texto seguirá para votação no plenário da Casa.

Se aprovado pelos senadores sem alterações, o projeto será encaminhado para sanção presidencial. No entanto, caso o Senado promova mudanças no texto, a proposta precisará retornar à Câmara dos Deputados para uma nova apreciação antes de seguir para a etapa final.

A aprovação na Comissão de Educação marca mais um passo importante na tentativa de garantir melhores condições de trabalho e remuneração para milhares de profissionais que, mesmo longe dos holofotes, exercem papel essencial na construção de uma educação pública de qualidade em todo o país.

Comissão do Senado aprova proposta de Rose Modesto que estabelece piso para profissionais de apoio escolar.Assessoria de Imprensa do CAPITAL DO MS NEWS.