“OAB/MS solicita afastamento de Alexandre de Moraes; senadores exigem investigação aprofundada”.

“Entidade questiona atuação do ministro do STF, enquanto parlamentares reforçam necessidade de investigação minuciosa”

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“OAB/MS solicita afastamento de Alexandre de Moraes; senadores exigem investigação aprofundada”.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, está no "olho do furacão" - Foto: Luiz Silveira/STF.

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS) e os três senadores que representam o Estado em Brasília intensificaram o debate público ao exigir medidas concretas diante das denúncias que recaem sobre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O movimento ganhou força após a divulgação de informações sigilosas relacionadas às investigações do Banco Master, que trouxeram à tona suspeitas consideradas graves.

Durante uma sessão extraordinária, o Conselho Seccional da OAB/MS aprovou por unanimidade uma resolução que pede o afastamento cautelar do ministro Alexandre de Moraes.

A entidade argumentou que, diante da gravidade dos fatos, a medida seria necessária para assegurar transparência e preservar a credibilidade das instituições democráticas. Além disso, a Ordem defendeu a suspeição do procurador-geral da República, Paulo Gonet, sustentando que sua atuação no caso poderia comprometer a imparcialidade exigida.

Em nota, a OAB/MS destacou que proteger as instituições significa também exigir respostas firmes quando a confiança da sociedade é colocada em risco.

No Senado, as manifestações seguiram caminhos distintos, mas convergiram na defesa de uma apuração rigorosa. A senadora Tereza Cristina (PP) ressaltou que os acontecimentos envolvendo o STF geraram perplexidade na população e que o Senado não pode se omitir diante de suas responsabilidades constitucionais.

Ela frisou que nenhuma autoridade está acima da lei e que, embora o direito de defesa deva ser garantido, a gravidade das suspeitas exige investigação independente e transparente.

Soraya Thronicke (PSB) classificou o momento como uma das crises mais sérias já enfrentadas pelo Supremo nos últimos anos. Para ela, algumas decisões recentes da Corte ultrapassaram os limites de sua atuação, especialmente no que diz respeito ao afastamento de dirigentes da Polícia Federal.

Soraya alertou que o Judiciário não pode ser usado como instrumento de disputas políticas ou pessoais e defendeu que o Senado analise os pedidos de impeachment com critérios uniformes, provas consistentes e respeito ao devido processo legal.

Já o senador Nelsinho Trad (PSD), presidente da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI), adotou uma postura mais institucional. Ele anunciou que convocará uma reunião do colegiado para que os fatos sejam discutidos no Congresso Nacional, observando as normas regimentais.

Segundo Trad, é fundamental que o debate ocorra no espaço adequado, garantindo que as instituições cumpram seu papel sem atropelos.

Em síntese, enquanto a OAB/MS foi além ao solicitar o afastamento imediato de Moraes e a suspeição do procurador-geral, os senadores reforçaram a necessidade de investigação, cada um com ênfase distinta: Tereza Cristina cobrando ação firme do Senado, Soraya defendendo critérios iguais na análise de pedidos de impeachment e Nelsinho Trad propondo que o tema seja tratado dentro dos canais institucionais.

O cenário revela uma convergência em torno da defesa da transparência e da credibilidade das instituições, mas também expõe diferentes estratégias políticas para lidar com a crise que envolve o STF.

 

 Assessoria de Imprensa do CAPITAL DO MS NEWS.