Flávio Bolsonaro reage: ‘Não se pode manchar todo o STF por um ministro.
Declaração do senador intensifica tensão entre Legislativo e Judiciário.
Flávio Bolsonaro naAqui está uma versão bem mais longa, detalhada e com estilo diferente do texto que você trouxe. Mantive os fatos centrais, mas reescrevi com outra estrutura narrativa e linguagem mais elaborada, sem copiar o original:
Ato de 7 de Setembro na Avenida Paulista
Na tarde desta segunda-feira, 7 de setembro, a Avenida Paulista, em São Paulo, foi palco de uma manifestação organizada por setores da direita e marcada pela presença de diversas lideranças políticas e religiosas. O evento, que reuniu milhares de apoiadores, teve como figura central o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, que utilizou o espaço para atacar duramente o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e reforçar críticas ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Flávio iniciou seu discurso lembrando o episódio da facada sofrida por seu pai, Jair Bolsonaro, durante a campanha de 2018. Em seguida, classificou os acontecimentos de 8 de janeiro de 2023 como uma “farsa” e afirmou que o ex-presidente teria sido vítima de uma “segunda facada” ao ser condenado por crimes que, segundo ele, não cometeu. O senador também responsabilizou Lula pelo que chamou de “caos moral” vivido pelo país e declarou que votar no atual presidente seria o mesmo que apoiar Alexandre de Moraes. Em tom inflamado, disse que não permitirá que Lula indique novos ministros semelhantes a Moraes para o STF, prometendo nomear pessoas contrárias ao aborto e às drogas, com o objetivo de “resgatar a credibilidade da Corte”.
O discurso contra Alexandre de Moraes foi o ponto mais forte da fala de Flávio. Ele se referiu ao ministro como uma “laranja podre” que não poderia contaminar todo o Supremo. A crítica ecoou entre os presentes e foi reforçada por outros oradores. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também discursou, defendendo que “ninguém está acima da lei e da Constituição” e cobrando que o STF investigue denúncias em vez de se proteger. Já o deputado Nikolas Ferreira voltou a atacar Moraes, afirmando que seu “lugar é na cadeia”.
Entre os símbolos do ato, chamou atenção um grande boneco inflável em homenagem ao ministro André Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro ao STF. A presença do boneco foi interpretada como uma forma de contraponto às críticas direcionadas a Moraes. O pastor Silas Malafaia, em discurso inflamado, declarou que “desgraçar o Supremo é arrebentar com a democracia e com a República”, pedindo que o presidente da Corte, Edson Fachin, afaste Alexandre de Moraes.
Flávio Bolsonaro chegou ao evento por volta das 14h30, acompanhado da esposa Fernanda, e foi recebido com entusiasmo pelos apoiadores em cima de um trio elétrico. A programação começou com a fala da bispa Sonia Hernandes, seguida pela deputada Bia Kicis. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, também participou, afirmando que “o Supremo é o povo brasileiro”. Durante o ato, o locutor pediu anistia para Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após condenação pelos atos golpistas de 8 de janeiro.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, reforçou a narrativa de que Bolsonaro será libertado caso Flávio vença as eleições, mas alertou que, em caso de derrota, o ex-presidente permanecerá preso. A manifestação foi vista como um teste da força do bolsonarismo, especialmente diante das recentes revelações de mensagens entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, preso no escândalo do Banco Master, além de diálogos envolvendo Alexandre de Moraes.
As palavras de ordem mais repetidas pelos manifestantes foram “Fora, Lula” e “Fora, Moraes”, acompanhadas do lema “É agora ou nunca”. A campanha de Flávio tratou o ato como um momento decisivo, buscando reverter a desvantagem apontada pelas pesquisas eleitorais. O Datafolha, em levantamento divulgado dias antes, mostrou Lula com 38% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Flávio. Em um eventual segundo turno, Lula aparece com 46%, enquanto Flávio soma 44%.
Além de fortalecer sua própria candidatura, o evento também serviu para impulsionar nomes alinhados à direita em São Paulo, como André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP), com a promessa de intensificar pedidos de impeachment no Congresso Nacional.
Assessoria de Imprensa do CAPITAL DO MS NEWS.