Crise institucional no STF eleva importância das cadeiras de MS no Senado.

Disputa ganha relevância diante da instabilidade institucional em Brasília.

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Crise institucional no STF eleva importância das cadeiras de MS no Senado.

Os mais bem colocados nas pesquisas são Azambuja (PL), Contar (PL), Vander (PT) e Soraya (PSB) - Foto: Montagem.

A crise desencadeada pelas suspeitas que envolvem ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Banco Master intensificou a relevância da disputa pelas duas vagas de Mato Grosso do Sul no Senado.

Os parlamentares escolhidos em 4 de outubro terão mandatos de oito anos e participarão de decisões que podem redefinir a relação entre o Congresso Nacional e a Corte. Isso porque cabe ao Senado sabatinar e aprovar ou rejeitar indicações presidenciais para o STF, além de processar e julgar ministros por crimes de responsabilidade.

Essas atribuições ganharam destaque após a divulgação de mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, além do conflito entre Moraes e o ministro André Mendonça. O jornal Capital do MS News entrevistou os quatro candidatos mais bem posicionados nas pesquisas para o Senado no Estado.

O ex-governador Reinaldo Azambuja e o ex-deputado estadual Capitão Contar, ambos do PL, criticaram a atuação do Supremo. Já o deputado federal Vander Loubet (PT) e a senadora Soraya Thronicke (PSB) defenderam que as denúncias sejam apuradas com base em provas, sem julgamentos precipitados.

Azambuja afirmou que o STF extrapolou suas funções constitucionais e assumiu um protagonismo político indevido. Para ele, Alexandre de Moraes perdeu condições de permanecer no cargo diante das suspeitas. “Se eu chegar ao Senado e tiver que julgar ministros do STF, será com rigor e independência. Ninguém está acima da Constituição”, declarou.

Capitão Contar reforçou que o Senado deve cumprir seu papel constitucional diante das suspeitas. “O impeachment é uma ferramenta prevista na Constituição e precisa ser considerado quando há indícios de que um ministro ultrapassou os limites de suas funções”, disse.

Por outro lado, Vander Loubet destacou que as denúncias são graves, mas exigem investigação antes de qualquer responsabilização. “Se forem comprovados atos ilícitos, o ministro terá que responder por isso”, afirmou.

Soraya Thronicke também classificou as informações como sérias, mas pediu cautela. Para ela, é necessário rigor técnico e transparência na apuração, sem blindar pessoas nem antecipar julgamentos.

Assessoria de Imprensa do CAPITAL DO MS NEWS.