“Centrão ajusta estratégia e aponta Flávio como principal nome na disputa”.

“Flávio Bolsonaro passa a ser visto como aposta segura em meio às negociações de bastidores”

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“Centrão ajusta estratégia e aponta Flávio como principal nome na disputa”.

Nos bastidores da política nacional, líderes influentes do chamado Centrão — bloco formado por partidos como PP, União Brasil e Republicanos — vêm ajustando suas estratégias e expectativas para a eleição presidencial de 2026. Até poucos meses atrás, a avaliação predominante era de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria caminho relativamente tranquilo rumo à reeleição.

No entanto, esse cenário mudou de forma significativa. Agora, cresce entre os caciques dessas legendas a percepção de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desponta como o nome mais competitivo para conquistar o Palácio do Planalto.

O ponto de inflexão, segundo interlocutores próximos, teria sido a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal, após a divulgação de mensagens que expuseram uma relação considerada pouco convencional entre o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro.

Para dirigentes do Centrão, a imagem de Moraes está fortemente associada à de Lula, o que faz com que os desgastes enfrentados pelo magistrado acabem atingindo também o presidente. Essa leitura reforçou a ideia de que o campo governista pode enfrentar dificuldades adicionais na disputa.

Entre os articuladores políticos consultados, há consenso de que apenas um “fato novo” de grande impacto — como uma denúncia grave contra Flávio Bolsonaro — teria força suficiente para alterar o atual quadro de favoritismo do senador.

A mudança de aposta coincide com a melhora de desempenho de Flávio nas pesquisas de opinião. No levantamento da Quaest divulgado recentemente, por exemplo, ele apareceu em empate numérico com Lula em um eventual segundo turno, ambos com 41% das intenções de voto.

Apesar dessa guinada nas análises internas, os partidos do Centrão mantêm a estratégia oficial de neutralidade. A justificativa é pragmática: ao não se comprometerem com nenhum candidato de forma explícita, essas siglas acreditam que conseguirão ampliar suas bancadas na Câmara e no Senado.

Com isso, qualquer presidente eleito terá de negociar com o bloco para garantir governabilidade, reforçando o poder de barganha dessas legendas no próximo ciclo político.

Assessoria de Imprensa do CAPITAL DO MS NEWS.