Bolsonaristas derrotam Simone Tebet na corrida por vaga ao Senado em São Paulo.
Resultado evidencia a força do eleitorado conservador em São Paulo e representa um revés para uma das principais lideranças do MDB no cenário nacional.
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (PSB), natural de Mato Grosso do Sul, não conseguiu garantir uma das cadeiras ao Senado por São Paulo nas eleições deste domingo (4). A candidata terminou a disputa com 19,19% dos votos válidos, ficando fora da composição da bancada paulista na Casa Legislativa.
As duas vagas foram conquistadas por candidatos alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Capitão Derrite (PP) liderou a votação com 30,64%, enquanto André do Prado (PL) ficou em segundo lugar, alcançando 29,30% dos votos. Já Marina Silva, também integrante do campo político de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), obteve 18,09% e igualmente não conseguiu se eleger.
Durante toda a campanha, Simone enfrentou resistências de parte do eleitorado paulista. Entre as críticas mais frequentes estava o fato de sua trajetória política ter sido construída em Mato Grosso do Sul, onde atuou como prefeita, deputada estadual, vice-governadora e senadora. Adversários exploraram o discurso de que ela não possuía vínculos históricos com o Estado de São Paulo, classificando-a como uma política de fora da realidade local.
Além disso, a ministra também precisou lidar com questionamentos relacionados à sua passagem pela política sul-mato-grossense. O tema da rejeição em seu Estado de origem foi constantemente citado por opositores ao longo da disputa, embora a própria Simone já tenha reconhecido, em diferentes momentos, as dificuldades que enfrentava junto a parte do eleitorado.
A ligação com o governo federal representou outro desafio em sua campanha. Embora o cargo de ministra tenha ampliado sua projeção nacional e lhe garantido espaço nos debates sobre economia e gestão pública, a associação direta ao governo Lula também acabou sendo utilizada por adversários como instrumento de desgaste político em um cenário eleitoral marcado pela forte polarização ideológica.
Nos últimos dias de campanha, a estratégia da candidata indicou uma tentativa de reduzir a exposição de sua vinculação ao presidente.
Em materiais de divulgação e peças publicitárias, observou-se uma comunicação mais centrada em sua trajetória pessoal e experiência administrativa, buscando dialogar com um eleitorado mais amplo. Apesar do esforço para conquistar os indecisos, Simone não conseguiu ampliar sua votação o suficiente para alcançar uma das duas vagas em disputa, encerrando sua participação na corrida eleitoral atrás dos candidatos apoiados pelo campo bolsonarista.
Assessoria de Imprensa do CAPITAL DO MS NEWS.