Veja quais são os 17 municípios de MS que devem influenciar o resultado eleitoral.

Levantamento mostra quais cidades terão maior impacto no desempenho dos candidatos em Mato Grosso do Sul.

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Veja quais são os 17 municípios de MS que devem influenciar o resultado eleitoral.

Embora a eleição envolva todos os 79 municípios de Mato Grosso do Sul, há um grupo de 17 cidades que concentra a maior parte do peso político, econômico e eleitoral do Estado. Esses municípios reúnem aproximadamente 70% dos eleitores aptos a votar neste ano, o que os coloca no centro das estratégias de candidatos ao governo, Senado, Câmara Federal, Assembleia Legislativa e até da disputa presidencial.

Campo Grande lidera esse conjunto como o maior colégio eleitoral sul‑mato‑grossense, somando 640.453 votantes. A Capital reúne quase um terço de todo o eleitorado estadual e, por sua influência direta na opinião pública, costuma ser decisiva em qualquer disputa majoritária. Logo atrás aparece Dourados, com 166.157 eleitores, cidade que se destaca pelo agronegócio, comércio forte e presença universitária, além de comandar a dinâmica política da Grande Dourados.

No leste do Estado, Três Lagoas contabiliza 88.672 eleitores e se firma como o principal polo industrial de Mato Grosso do Sul, impulsionado pela cadeia da celulose. Na fronteira, Ponta Porã (70.104 eleitores) e Corumbá (67.794) exercem papéis estratégicos: a primeira, ligada aos debates sobre segurança e integração com o Paraguai; a segunda, referência no Pantanal, na mineração, no turismo e nas relações com a Bolívia.

No Cone Sul, Naviraí (37.601 eleitores) mantém relevância regional graças à produção agrícola e ao impacto político sobre cidades vizinhas. Nova Andradina, com 35.690 votantes, é considerada o principal centro do Vale do Ivinhema. Sidrolândia, que reúne 35.197 eleitores, figura entre os maiores produtores agrícolas do Estado e possui expressiva população indígena. Maracaju, com 29.854 eleitores, é reconhecida nacionalmente pela força na produção de grãos.

No norte, Coxim (26.489 eleitores) é a principal referência política regional, enquanto São Gabriel do Oeste (23.123) se destaca pela agropecuária, especialmente suínos e aves. No Pantanal, Aquidauana reúne 36.437 eleitores e funciona como porta de entrada do bioma. Bonito (19.351) e Jardim (18.671) ganham relevância pela vocação turística e pela influência na região sudoeste.

Outros municípios estratégicos incluem Paranaíba (31.568 eleitores), polo da região leste; Amambai (27.249), importante cidade da faixa de fronteira e com grande população indígena; e Rio Brilhante (26.225), destaque na agroindústria sucroenergética.

Somados, esses 17 municípios concentram 1.417.635 eleitores — cerca de 70% do total estadual, que é de 2.025.001 votantes. Pela densidade populacional, força econômica e influência política, essas cidades tendem a desempenhar papel decisivo na definição dos resultados eleitorais em Mato Grosso do Sul.

Veja quais são os 17 municípios de MS que devem influenciar o resultado eleitoral.

Análise
A relevância desse grupo de municípios também é ressaltada por Aruaque Fressato Barbosa, diretor e coordenador do Instituto de Pesquisa Resultado (IPR). Ele afirma que o peso eleitoral dessas cidades pode definir as disputas majoritárias no Estado. “Esses municípios representam cerca de 70% do eleitorado e funcionam como polos regionais. Campo Grande, por exemplo, influencia toda a região ao seu redor”, explicou.

Segundo Aruaque, o mesmo ocorre com Dourados, Três Lagoas, Ponta Porã, Corumbá, Naviraí, Aquidauana, Nova Andradina, Sidrolândia e outros centros regionais. Para ele, um bom desempenho nessas cidades pode ser determinante para candidatos ao governo e ao Senado. “Quem tiver votação expressiva nesses locais aumenta muito suas chances. Os demais municípios, que somam cerca de 30% do eleitorado, também são importantes, principalmente nas eleições proporcionais. Mas, nas disputas majoritárias, esses 17 municípios são fundamentais”, avaliou.

O diretor do IPR também destacou que a escolha desses municípios orienta a metodologia das pesquisas eleitorais. “Nas pesquisas registradas, priorizamos essas cidades porque elas refletem o comportamento político do Estado”, afirmou. Ele acrescenta que cada região possui características próprias: “O eleitor de Corumbá é diferente do de Dourados, de Três Lagoas ou do Pantanal. Cada área tem sua dinâmica, mas focar nesses polos é essencial para compreender o cenário eleitoral”.

Assessoria de Imprensa do CAPITAL DO MS NEWS.