Três candidatos movimentam cenário político na disputa pela presidência da Assembleia.

Articulações já começaram e devem intensificar a disputa pelo comando da Casa nos próximos meses.

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Três candidatos movimentam cenário político na disputa pela presidência da Assembleia.

A 76 dias das eleições que vão definir os 24 deputados estaduais da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), os bastidores já estão sendo movimentados pela disputa antecipada pela presidência da Casa na 13ª legislatura, que começa em 1º de fevereiro de 2027 e segue até 31 de janeiro de 2031. Segundo apuração do jornalista Bruno de Oliveira, do Capital do MS News, três parlamentares surgem como nomes cotados para comandar o Legislativo sul‑mato‑grossense: Coronel David (PL), Paulo Corrêa (PL), atual primeiro‑secretário, e Pedro Caravina (PSDB). Todos buscam a reeleição.

Nos bastidores, a disputa mais intensa ocorre entre Coronel David e Paulo Corrêa, que tentam garantir o apoio do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), pré‑candidato ao Senado e presidente estadual do partido. A avaliação é que o aval de Azambuja poderá definir a formação do bloco que tentará assumir o comando da Alems após a posse dos novos deputados.

Do outro lado, Pedro Caravina é visto como o nome preferido do governador Eduardo Riedel (PP), que tenta a reeleição. Ex‑prefeito de Bataguassu e aliado direto do governo, Caravina tem ampliado sua articulação entre parlamentares da base governista. Enquanto isso, Coronel David e Paulo Corrêa carregam a vantagem da experiência: ambos já são figuras tradicionais na Casa, ao contrário de Caravina, que tenta seu segundo mandato.

 
Ponto de convergência:
Apesar da disputa pela presidência, os três pré‑candidatos concordam em um ponto: manter Gerson Claro (PP), atual presidente da Alems e também pré‑candidato à reeleição, em posição de destaque na Mesa Diretora da próxima legislatura. A proposta discutida nos bastidores é que, ao deixar a presidência, Gerson assuma a primeira‑secretaria, função de maior peso administrativo e financeiro dentro da Assembleia. Isso garantiria uma transição suave e manteria sua influência no comando do Legislativo.

A movimentação, porém, coloca frente a frente dois dos principais líderes políticos do Estado: Azambuja, que tende a apoiar David ou Corrêa, e Riedel, que trabalha pelo nome de Caravina. Embora aliados históricos, ambos podem medir forças na composição da futura Mesa Diretora.

 
Operação Gaeco e resistência interna:
Mesmo com oito mandatos e já tendo presidido a Assembleia, Paulo Corrêa enfrenta resistência entre parte dos deputados, que defendem renovação no comando da Casa. Esse sentimento pode dificultar a construção de consenso em torno de seu nome.

Outro ponto sensível é o fato de Corrêa ter sido citado diversas vezes na Operação Gutenberg, do Gaeco, que investiga suposto esquema de corrupção em contratos para compra de livros paradidáticos no Estado. O deputado nega irregularidades e não foi denunciado, mas a recorrência das citações é vista como fator que pode enfraquecer sua candidatura à presidência e até impactar sua campanha de reeleição.

 
Cenário em evolução:
Embora as articulações ainda estejam no início e dependam do resultado das eleições de outubro, o movimento nos bastidores mostra que a disputa pelo comando da Alems já começou. Com a definição dos 24 deputados estaduais, a escolha da nova Mesa Diretora será um dos primeiros testes de força entre os grupos políticos que buscarão espaço na próxima legislatura.

 
Experiência dos três nomes
Paulo Corrêa (PL) – O mais experiente: está no oitavo mandato, já presidiu a Casa entre 2019 e 2022 e hoje é primeiro‑secretário.
Coronel David (PL) – Cumpre seu terceiro mandato consecutivo. Tornou‑se deputado em 2016 como suplente, foi eleito em 2018 e reeleito em 2022.
Pedro Caravina (PSDB) – Está no primeiro mandato, iniciado em 2023. Licenciou‑se para assumir a Segov e retornou ao Legislativo em 2024.

Assessoria de Imprensa do CAPITAL DO MS NEWS.