Suspeito de fraude na Secretaria de Obras solicita bens de volta e recebe um não da justiça.

Justiça mantém apreensão dos bens após apontar indícios de participação em esquema de fraude.

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Suspeito de fraude na Secretaria de Obras solicita bens de volta e recebe um não da justiça.

O ex-secretário de Obras, Rudi Fiorese, teve seu pedido negado pela Justiça ao tentar reaver o celular e o dinheiro apreendidos durante a Operação Buraco Sem Fim, conduzida pelo Gaeco. Fiorese chegou a ser detido, sendo liberado algumas semanas depois. Seus advogados solicitaram a devolução dos bens, mas o Judiciário entendeu que tanto o aparelho quanto o montante em dinheiro devem permanecer sob guarda das autoridades por serem considerados relevantes para o andamento das investigações.

A decisão, assinada pelo juiz Waldir Peixoto Barbosa, é datada de 10 de julho deste ano. A operação ocorreu em 12 de maio, e Fiorese deixou a prisão em 11 de junho.

Operação:
A Operação Buraco Sem Fim, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul por meio do Gaeco e do Gecoc, investiga um suposto esquema de irregularidades em contratos de tapa-buracos e serviços de manutenção viária em Campo Grande. As suspeitas de corrupção remontam ao período em que Fiorese comandava a Secretaria de Obras, ainda na gestão de Marquinhos Trad (PV).

De acordo com os investigadores, medições teriam sido manipuladas para liberar pagamentos por serviços que não teriam sido executados totalmente. Durante as buscas, foram encontrados R$ 429 mil em espécie. O MPMS afirma que a empresa alvo da investigação recebeu mais de R$ 113 milhões em contratos e aditivos entre 2018 e 2025. As apurações seguem sob sigilo.

Assessoria de Imprensa do CAPITAL DO MS NEWS.