Suplência de Tebet acirra tensão entre alas acadêmica e metalúrgica do PT.

Discussão sobre a suplência expõe divergências estratégicas e disputa por protagonismo interno.

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Suplência de Tebet acirra tensão entre alas acadêmica e metalúrgica do PT.

A vantagem de Simone Tebet (PSB) nas pesquisas para o Senado em São Paulo abriu uma disputa interna pela definição de quem ocupará sua suplência. Integrantes do governo Lula decidiram que o posto de suplente da ex‑ministra do Planejamento ficará com o PT, enquanto a suplência de Marina Silva (Rede) deverá ser preenchida por um nome do PSol ou do PDT, partidos que integram a coligação que apoia a candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo paulista.

A escolha dos suplentes ganhou relevância entre setores da esquerda porque há a expectativa de que tanto Simone quanto Marina — que comandaram ministérios de peso no atual governo — possam retornar ao Executivo caso Lula seja reeleito. Como o mandato de senador dura oito anos, cada candidatura precisa registrar dois suplentes.

Dentro do PT, o debate sobre quem acompanhará Tebet na chapa já provoca divergências. A discussão se intensificou quando surgiu a possibilidade de indicar o ex‑deputado Vicentinho (PT‑SP), ex‑presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo. Sua presença atenderia à demanda do movimento negro por representação e evitaria que o eleitorado metalúrgico se dividisse.

Se Vicentinho assumir a suplência, isso fortaleceria a pré‑candidatura de Moisés Selerges, atual presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que busca uma vaga na Câmara. Selerges é visto por aliados como alguém próximo a Lula, que iniciou sua trajetória política justamente no comando desse sindicato.

Outra corrente petista, porém, defende nomes diferentes: Laio Morais, ex‑chefe de gabinete de Haddad no Ministério da Fazenda, e Marco Aurélio Carvalho, advogado ligado ao grupo Prerrogativas. Esses perfis têm maior aceitação entre juristas e acadêmicos do partido.

 
Pesquisas recentes
O levantamento mais recente do Datafolha, divulgado em 6 de julho, mostrou Marina Silva e Simone Tebet empatadas tecnicamente na liderança, enquanto Ricardo Salles (Novo) aparece como o pré‑candidato mais competitivo da direita.

Marina Silva (Rede): 18%
Simone Tebet (PSB): 16%
Ricardo Salles (Novo): 13%
André do Prado (PL): 11%
Guilherme Derrite (PP): 10%
Paulinho da Força (Solidariedade): 8%
Branco/nulo: 17%
Não sabem: 7%
A pesquisa ouviu 1.608 eleitores em 71 municípios entre os dias 1º e 3 de julho, com margem de erro de 2 pontos percentuais.

Assessoria de Imprensa do CAPITAL DO MS NEWS.