Servidor da Polícia Civil de MS é preso durante operação e afastado das funções.
Investigação aponta possíveis irregularidades e levou ao afastamento imediato do servidor.
Junior é assessor parlamentar e ex-prefeito de Fátima do Sul. (Reprodução, Redes Sociais)
O ex-prefeito de Fátima do Sul e escrivão da Polícia Civil, Eronivaldo da Silva Vasconcelos Junior, conhecido como Junior Vasconcelos, foi afastado de suas atividades na corporação após ser preso preventivamente durante a Operação Gutenberg, deflagrada pelo Gaeco na terça-feira (7).
A ação resultou na prisão de 16 pessoas e no cumprimento de 43 mandados de busca e apreensão em diversas cidades de Mato Grosso do Sul. Segundo as investigações, o esquema teria desviado aproximadamente R$ 27 milhões de recursos públicos.
Nesta quinta-feira (9), a Polícia Civil oficializou o afastamento compulsório de Junior Vasconcelos, medida publicada no Diário Oficial do Estado. A portaria da CGPC estabelece que ele permanecerá afastado enquanto durar a prisão preventiva, além de determinar o recolhimento de sua arma, carteira funcional e demais itens pertencentes ao patrimônio público.
Nas redes sociais, sua irmã, Silvana, comentou o momento vivido pela família: “Como irmã, este é naturalmente um momento delicado para nossa família. No entanto, acredito que todos os fatos devem ser devidamente esclarecidos pelas autoridades competentes, garantindo sempre o direito à ampla defesa e ao contraditório.”
Operação Gutenberg:
As apurações que levaram às prisões começaram em 2022 e apontam a existência de um grupo responsável por desvios milionários em prefeituras do Estado. Entre os alvos está Junior Vasconcelos, além de outros envolvidos, como Ed Carlo Brito Burgatt, chefe da regulação, e sua filha Jéssyka Duarte Burgatt, proprietária de um plano de saúde em Campo Grande.
Outro núcleo investigado envolve a dentista Rossana Paroschi Jafar, dona da Clínica Ross, e seus filhos: a médica Olívia Paroschi Jafar e Felipe Paroschi Jafar, servidor comissionado da Agesul. Também foram detidos os empresários Paulo Rogério de Melo e Douglas Henrique de Melo, pai e filho, proprietários de negócios ligados ao ramo de veículos e casas noturnas na capital.
Após audiência de custódia realizada na quarta-feira (8), parte dos investigados teve a prisão preventiva mantida.
Assessoria de Imprensa do CAPITAL DO MS NEWS.