Operação do Gaeco Gutenberg: Empresário ganha prisão domiciliar enquanto ex-prefeito segue detido.

Ação judicial segue avançando com tratamento separado para cada acusado.

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Operação do Gaeco Gutenberg: Empresário ganha prisão domiciliar enquanto ex-prefeito segue detido.

A Justiça autorizou que o empresário Joatan Gomes Peixoto, ex-sócio da Editora Avante, cumpra prisão domiciliar, medida que inclui o uso de tornozeleira eletrônica por 180 dias. Em contraste, o ex-prefeito de Fátima do Sul, Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior — conhecido como Júnior Vasconcelos — permanece detido, já que seu pedido de habeas corpus foi negado em decisão liminar.

Entre os 15 investigados presos na Operação Gutenberg, apenas Joatan e Jéssyca Duarte Burgatt obtiveram autorização para cumprir pena em casa. Jéssyca, proprietária da Capital Saúde e filha do ex-chefe da regulação estadual de saúde, Ed Carlo Britto Burgatt, deixou o presídio no último sábado para poder amamentar o filho recém-nascido. Os demais envolvidos tiveram seus pedidos de HC rejeitados liminarmente e aguardam análise do colegiado.

Lista atualizada dos detidos na operação:

Rossana Paroschi Jafar – dentista e proprietária de gráfica
Olívia Paroschi Jafar – médica e dona da Clínica Ross
Felipe Paroschi Jafar – ex-servidor comissionado da Agesul
Giovanni Paroschi Jafar – empresário
Rhayane Souza Fanaia – apontada como ‘laranja’ do grupo Jafar e ex-esposa de Giovanni
Ed Carlo Britto Burgatt – ex-chefe da regulação estadual de saúde (Core)
Jéssyca Duarte Burgatt – empresária, filha de Ed
Joatan Gomes Peixoto – empresário
Matheus Oliveira Peixoto – empresário
Francisco Anízio dos Santos – empresário
Douglas Henrique de Melo – empresário
Paulo Rogério de Melo – empresário, pai de Douglas
Gabriel Taquino de Paula – advogado
Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior – ex-prefeito e escrivão da Polícia Civil
Geancarlo Leal de Freitas – advogado e servidor público
O único que segue foragido é o empresário Heyder Bartz.

 
Esquema de R$ 27 milhões:
Segundo o Gaeco, o grupo investigado teria desviado cerca de R$ 27 milhões de recursos públicos utilizando a estrutura da saúde estadual para pressionar municípios a comprar livros produzidos pelas empresas envolvidas. A investigação aponta que empresários pagavam propina a servidores para manipular a liberação de serviços essenciais — como exames médicos e vagas hospitalares — transformando o sistema de saúde em um “balcão de negócios”.

O objetivo era forçar gestores públicos a adquirir materiais impressos do grupo, usando a liberação de procedimentos médicos como moeda de troca dentro do esquema.

Assessoria de Imprensa do CAPITAL DO MS NEWS.