O Secretário Walter Carneiro Jr aponta que aliança entre Azambuja e Nelsinho pode redefinir cenário eleitoral de 2028.
Articulação entre as lideranças pode influenciar alianças e estratégias rumo às eleições municipais.
Walter Carneiro Júnior é o titular da Casa Civil do Estado - Foto: Reprodução.
O entendimento político que levou o senador Nelsinho Trad (PSD) a assumir a primeira suplência de Reinaldo Azambuja (PL) na corrida ao Senado pode ter efeitos que vão além das eleições deste ano, influenciando diretamente a formação dos grupos que disputarão as eleições municipais de 2028. Essa é a análise do secretário estadual da Casa Civil, Walter Carneiro Júnior.
Segundo ele, o acordo entre o ex-governador e o senador não deve ser interpretado apenas como uma solução momentânea para organizar as forças que compõem a base do governador Eduardo Riedel (PP). Para Carneiro Júnior, trata-se de uma articulação com potencial para se manter sólida nos próximos ciclos eleitorais.
“O alinhamento entre essas lideranças não começou agora; eles já caminham juntos há bastante tempo. O que está sendo construído é maior do que uma simples composição eleitoral”, afirmou ao CAPITAL DO MS NEWS.
A fala ganha relevância após Nelsinho abrir mão da tentativa de reeleição e aceitar a suplência de Azambuja, movimento que aproximou ainda mais duas das principais lideranças da base governista. Essa aproximação, segundo o secretário, cria condições para que o entendimento firmado agora seja repetido em eleições futuras.
Apesar disso, Carneiro Júnior evitou confirmar qualquer acordo envolvendo nomes ou candidaturas para 2028. Ele destacou que a atual composição fortalece o ambiente político para a continuidade da aliança, mas que definições sobre o próximo pleito serão tomadas no momento adequado.
“Vejo esse gesto como demonstração de maturidade política. Reinaldo e Nelsinho mostram que é possível colocar o projeto de Estado acima de interesses individuais”, disse.
Para o secretário, a união de lideranças experientes ajuda a consolidar uma base capaz de se manter ao longo do tempo e influenciar disputas futuras. Ele também revelou que um dos fatores decisivos para a desistência de Nelsinho foi um impedimento jurídico relacionado à tentativa de reeleição pelo PSD dentro da coligação de Riedel.
“O governador apenas referendou uma decisão tomada pelos nove partidos da coligação. Foi uma deliberação conjunta dos presidentes das siglas. O senador Nelsinho percebeu um cenário muito complicado quando ficou claro que, juridicamente, não poderia concorrer à reeleição pelo PSD aliado à chapa de Riedel. Esse talvez tenha sido o maior obstáculo”, explicou.
Carneiro Júnior classificou a atitude de Nelsinho como um “ato de grandeza”, por abrir mão de um projeto pessoal para preservar a unidade política.
A nova configuração também amplia o papel de Azambuja na campanha de Riedel. Embora o secretário não tenha confirmado formalmente que o ex-governador será o coordenador político, afirmou que ele terá função estratégica.
“Ele é o nome escolhido pela coligação para representar Mato Grosso do Sul no Senado. Uma liderança consolidada, com vasta experiência administrativa e reconhecida capacidade de diálogo”, destacou.
Caso eleito, segundo Carneiro Júnior, Azambuja poderá ter papel relevante na articulação da bancada federal. Ele reforçou ainda que os nove partidos da base marcharão juntos em apoio a um único candidato à Presidência da República.
“No Mato Grosso do Sul, o cenário é diferente. Nossa base de centro-direita está unida e seguirá de forma coesa. Teremos um único nome para a Presidência: Flávio Bolsonaro (PL)”, afirmou.
Assessoria de Imprensa do CAPITAL DO MS NEWS.