O Governador Eduardo Riedel critica rumos do PT e propõe reforma política para fortalecer direita no Brasil.
Riedel aponta necessidade de reorganizar forças políticas e critica prioridades adotadas pelo governo federal.
Candidato à reeleição pelo PP, o governador Eduardo Riedel concedeu uma longa entrevista para a revista Veja que chegou às bancas nesta sexta-feira (7) - Reprodução.
Em conversa com a revista Veja, o governador Eduardo Riedel (PP), que busca a reeleição, afirmou que a direita brasileira tende a se reunir em torno de um nome único caso a disputa presidencial chegue ao segundo turno. Ele defendeu que o País precisa retomar uma agenda baseada em responsabilidade fiscal, aumento da competitividade e reformas estruturais.
Riedel também criticou a condução econômica do PT, dizendo que o Brasil está preso a “narrativas ideológicas” e que o debate nacional deveria voltar a priorizar políticas de Estado.
Ao analisar o cenário político, o governador destacou que a ampla coalizão formada em Mato Grosso do Sul é fruto de gestão e resultados concretos, diferente da polarização que domina o debate nacional.
Segundo ele, desde o início do mandato, o foco foi montar uma equipe técnica, ampliar o diálogo com diferentes forças políticas e direcionar esforços para políticas públicas capazes de melhorar os indicadores sociais e econômicos do Estado.
Riedel ressaltou que Mato Grosso do Sul tem apresentado desempenho acima da média do País, com redução da pobreza extrema, expansão de investimentos públicos e privados e manutenção de baixos índices de desemprego. Para ele, quando os resultados aparecem, as forças políticas tendem a se alinhar ao projeto em andamento.
Sobre a eleição presidencial, o governador explicou que o apoio a Flávio Bolsonaro (PL) surgiu da convergência entre os partidos que compõem sua base no Estado.
Ele afirmou ter respeito por Ronaldo Caiado e Romeu Zema, mas que, no momento das convenções, PP, União Brasil, PL e Republicanos se unificaram em torno de Flávio. Riedel acredita que, em um eventual segundo turno, a direita deve se reunir naturalmente em torno de uma candidatura única.
Críticas ao PT:
Questionado sobre a polarização, Riedel disse não se considerar “antipetista”, mas afirmou discordar da visão econômica defendida pelo partido. Para ele, a agenda econômica do PT não acompanha as transformações recentes do Brasil e do mundo.
O governador afirma sentir falta de propostas mais claras voltadas ao equilíbrio fiscal, à modernização administrativa e ao crescimento sustentado.
Riedel também criticou o foco do governo federal em medidas imediatistas, defendendo que o País precisa de planejamento estratégico de longo prazo. Segundo ele, o excesso de disputas ideológicas tem impedido discussões profundas sobre reformas essenciais, como a administrativa e ações voltadas à produtividade e competitividade.
Reforma política
Entre as mudanças que considera necessárias, Riedel defende uma ampla reforma política. Ele afirma que o sistema partidário brasileiro é excessivamente fragmentado e que não faz sentido manter mais de trinta legendas com projetos distintos.
O governador também apoia o fim da reeleição para cargos do Executivo, a criação de um mandato único de cinco anos e a unificação das eleições municipais e nacionais. Para ele, o atual modelo mantém o País em campanha permanente, prejudicando a administração pública e o avanço de políticas estruturantes.
Assessoria de Imprensa do CAPITAL DO MS NEWS.