Médica é detida por esquema de fraude envolvendo verbas públicas e vínculo com a Santa Casa.
Investigação aponta que a profissional mantinha vínculo ativo com a instituição enquanto participava do esquema.
A médica e empresária Olívia Jafar Paroschi, atualmente detida por suspeita de envolvimento em um esquema de desvio de recursos da Educação, mantinha desde junho de 2025 um contrato ativo com a Santa Casa de Campo Grande. Filha de Rossana Paroschi Jafar, apontada como sucessora de um grupo acusado de fraudar licitações, Olívia também integrava negócios ligados ao marido, Micherd Jafar Júnior, falecido em 2021, cuja gráfica — a Editora Alvorada — já havia sido alvo de investigações da Polícia Federal.
Documentos obtidos pelo Jornal CAPITAL DO MS NEWS mostram que o acordo firmado em 15 de junho de 2025 envolvia a Associação Beneficente Santa Casa e a empresa Jafar Estética e Saúde LTDA, registrada com o nome fantasia Jafar Estética e instalada no mesmo endereço da Clínica Ross. Pelo contrato, a empresa de Olívia ficaria responsável por atendimentos médicos destinados exclusivamente a pacientes particulares e conveniados do Prontomed. A Santa Casa forneceria estrutura e insumos, enquanto a Jafar assumiria a contratação de profissionais e eventuais questões trabalhistas.
O documento também indica que Olívia atuava como responsável técnica da empresa e que o contrato poderia ser encerrado a qualquer momento, sem aplicação de multa. O hospital se comprometia a pagar R$ 125 por hora trabalhada, e a vigência do acordo seria de 12 meses.
Investigação
Na Operação Gutenberg, conduzida pelo Gaeco, foram presos vários investigados, entre eles a cirurgiã-dentista Rossana Paroschi Jafar e seus filhos Olívia Paroschi Jafar e Felipe Paroschi Jafar. A família é proprietária da Editora Alvorada, antiga Gráfica Alvorada, já envolvida em apurações sobre contratos milionários para fornecimento de livros ao poder público.
Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, a nova investigação aponta que uma organização criminosa teria desviado cerca de R$ 27 milhões por meio de fraudes em contratos públicos relacionados à área da Saúde e à compra de livros paradidáticos em Campo Grande.
A defesa dos envolvidos permanece com espaço aberto para manifestação.
Assessoria de Imprensa do CAPITAL DO MS NEWS.