Governo de MS exonera ex-vereador investigado por esquema da ‘Máfia da Editora’.

A exoneração ocorreu após avanço das investigações sobre suposto esquema de fraudes em contratos públicos.

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Governo de MS exonera ex-vereador investigado por esquema da ‘Máfia da Editora’.

O ex-vereador de Laguna Caarapã, Inácio da Silva Espíndola, foi desligado do cargo que ocupava na Casa Civil de Mato Grosso do Sul. A dispensa foi publicada nesta quinta-feira (30). Ele é alvo de denúncia do Ministério Público Estadual por suposta participação em um esquema de fraude na aquisição de livros escolares em municípios sul-mato-grossenses.

De acordo com o Diário Oficial, Inácio deixou o posto de Direção Gerencial Superior e Assessoramento, símbolo CCA‑06, onde atuava como assessor especial V. Nessa condição, somente servidores concursados permanecem no governo. A exoneração foi assinada pelo secretário de Governo, Rodrigo Perez.

Gutenberg Inácio integra a lista de 17 denunciados pelo MPE. A acusação aponta que ele teria movimentado valores em contas de outros investigados. Conforme a apuração, o grupo é suspeito de desviar mais de R$ 27 milhões das áreas de Saúde e Educação em diversas cidades do estado. Parte desses recursos teria sido sacada em dinheiro vivo, ultrapassando R$ 9 milhões.

Na denúncia da Operação Gutenberg, o Gaeco afirma que os saques eram usados para ocultar a origem e o destino dos valores obtidos por meio de contratos fraudulentos de livros paradidáticos. A principal empresa envolvida, a Editora Avante, teria recebido pagamentos entre agosto de 2022 e setembro de 2024. Após o depósito dos recursos, o dinheiro era distribuído entre membros da organização, empresas ligadas ao grupo e posteriormente retirado em espécie.

As análises financeiras identificaram saques superiores a R$ 9 milhões, incluindo retiradas de cerca de R$ 2,18 milhões e R$ 3 milhões em dinheiro. Para o Gaeco, o volume de operações em espécie não condiz com a atividade declarada pela empresa e indica tentativa de dificultar o rastreamento dos valores.

A denúncia também aponta que parte dos saques era fracionada em quantias próximas de R$ 49 mil, estratégia usada para evitar comunicações obrigatórias ao Coaf, responsável por monitorar movimentações financeiras suspeitas.

Com a quebra dos sigilos bancário e fiscal, o Ministério Público identificou que, após o pagamento das prefeituras, os valores eram pulverizados entre pessoas físicas e jurídicas ligadas aos investigados antes de serem convertidos em dinheiro vivo. Segundo os promotores, esse fluxo financeiro revela o funcionamento da organização criminosa investigada.

Ao todo, 17 pessoas foram denunciadas por crimes como organização criminosa, corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e fraude em contratações públicas.

Assessoria de Imprensa do CAPITAL DO MS NEWS.