Estratégia política: Reinaldo Azambuja busca prefeitos para reforçar campanha de Contar.
Articulação mira prefeitos para fortalecer a campanha e equilibrar disputas internas no campo conservador.
Os candidatos ao Senado Capitão Contar e Reinaldo Azambuja, Foto- Reprodução.
O ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) iniciou uma articulação silenciosa para convencer prefeitos que antes apoiavam a tentativa de reeleição do senador Nelsinho Trad (PSD) a migrarem para a campanha do ex-deputado estadual Capitão Contar (PL) ao Senado. Segundo informações levantadas pelo Correio do Estado, Azambuja passou a conversar com lideranças municipais para fortalecer, nos municípios, a formação que inclui Eduardo Riedel (PP) na disputa pela reeleição ao governo e Azambuja e Contar como os nomes do PL para as duas vagas ao Senado.
Esse movimento ganhou força após Nelsinho abrir mão da candidatura e aceitar ser o primeiro suplente de Azambuja. Com a nova configuração, o objetivo agora é impedir que o segundo voto ao Senado se disperse entre prefeitos e lideranças que estavam alinhados ao senador. Azambuja assumiu a tarefa de aproximar Contar desse grupo, buscando que os prefeitos incluam o ex-deputado estadual em suas agendas políticas e pedidos de voto.
A estratégia também mira o eleitorado identificado com a direita mais radical. Contar, que construiu sua trajetória política ligado ao bolsonarismo, pode servir como elo entre a estrutura montada por Riedel e Azambuja e uma parcela do público mais ideologicamente alinhada à direita. Ao mesmo tempo, existe o desafio inverso: fazer com que Contar ganhe espaço entre prefeitos e lideranças que estavam com Nelsinho e que não tinham relação próxima com ele.
Com Nelsinho agora integrado à chapa de Azambuja, aliados do ex-governador avaliam que há espaço para que a rede municipal que apoiava o senador seja absorvida pela campanha dos dois candidatos do PL ao Senado. Isso é considerado crucial, já que Nelsinho mantinha forte presença entre prefeitos e lideranças locais. Sua saída abriu uma disputa pelo destino desse segundo voto — espaço que Azambuja tenta ocupar com o nome de Contar.
Nos bastidores, a orientação é que prefeitos da base apresentem a chapa completa aos eleitores: Riedel para governador e Azambuja e Contar para o Senado. O movimento marca uma nova fase da reorganização política provocada pela desistência de Nelsinho. Se o acordo inicial resolveu a composição da chapa, agora o foco é transferir aos candidatos que permanecem na disputa a estrutura que antes trabalhava pela reeleição do senador.
Para Contar, essa articulação pode significar acesso a uma capilaridade municipal que ele dificilmente alcançaria sozinho. Prefeitos são peças-chave em campanhas majoritárias, pela capacidade de mobilizar vereadores, lideranças comunitárias e cabos eleitorais. Para Azambuja, consolidar o apoio a Contar reduz o risco de prefeitos aliados a Riedel ou ao próprio ex-governador destinarem o segundo voto a adversários.
A estratégia busca unir duas forças distintas dentro da mesma chapa: o apelo de Contar junto ao eleitorado mais radical e a estrutura política construída por Nelsinho ao longo dos anos.
Assessoria de Imprensa do CAPITAL DO MS NEWS.