Definição dos suplentes fica para 1º de agosto entre Nelsinho Trad, Reinaldo Azambuja e Capitão Contar.
Lideranças afirmam que ainda avaliam nomes para garantir representatividade na chapa.
A escolha dos primeiros e segundos suplentes dos principais pré-candidatos ao Senado por Mato Grosso do Sul deve ser anunciada neste sábado, quando PSD, PL e outras siglas realizam suas convenções.
O senador Nelsinho Trad (PSD), o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL) ainda não revelaram quem completará suas chapas na disputa pelas duas vagas ao Senado nas eleições deste ano.
Único dos três que busca a reeleição, Nelsinho negou que o empresário Saulo Batista tenha sido definido como suplente, apesar de rumores que surgiram após a informação de que Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, teria sugerido o nome de Saulo para a primeira suplência.
Com essa negativa, voltou a circular com força nos bastidores o nome de Carlos Marun (MDB), ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo e ex-deputado federal, como possível primeiro suplente.
A aproximação entre PSD e MDB já vinha sendo debatida desde o início do ano. Dentro do MDB, a tendência é apoiar Reinaldo Azambuja como primeira opção ao Senado e Nelsinho Trad como segunda.
Em março, Marun destacou a boa relação de Nelsinho com o MDB e elogiou sua atuação parlamentar, afirmando que o senador mantém forte apoio aos municípios e faz política com firmeza, porém sem radicalização.
Na chapa de Reinaldo Azambuja, o nome mais cotado para a primeira suplência segue sendo o de Felipe Mattos, ex-secretário de Estado de Fazenda.
Integrante da equipe de Azambuja desde o primeiro mandato, Mattos é considerado um dos aliados mais próximos do ex-governador. Ele iniciou sua trajetória no governo como consultor jurídico e assumiu a Sefaz em janeiro de 2019.
Entre os aliados de Capitão Contar, a definição dos suplentes também não foi concluída. A expectativa é que a escolha tenha participação da senadora Tereza Cristina (PP), uma das primeiras lideranças a apoiar a candidatura de Contar ao Senado.
Mesmo após se filiar ao PL, o ex-deputado manteve diálogo com a senadora, que continua envolvida nas discussões sobre a formação da chapa.
Nos bastidores, dirigentes partidários avaliam que a escolha do primeiro suplente é uma etapa estratégica, capaz de ampliar alianças, reforçar a presença regional e até ganhar relevância durante o mandato.
Pela legislação, o suplente assume o cargo sempre que o titular se afasta temporariamente — seja por licença, tratamento de saúde, viagens oficiais ou para ocupar funções no Executivo.
Por isso, além da afinidade política, pesam na decisão fatores como capacidade de articulação, força eleitoral e equilíbrio regional na composição das chapas.
Assessoria de Imprensa do CAPITAL DO MS NEWS.