Após quase oito anos fora da política, Picarelli retorna e busca espaço em Brasília.

Após anos longe das urnas, ex‑vereador busca renovar trajetória e construir ponte com a capital federal.

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Após quase oito anos fora da política, Picarelli retorna e busca espaço em Brasília.

Após décadas de atuação contínua na política sul‑mato‑grossense, Maurício Picarelli decidiu retornar às disputas eleitorais. O ex-deputado estadual solicitou ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE‑MS) o registro de sua candidatura a deputado federal pelo PRD, buscando ocupar pela primeira vez uma cadeira na Câmara dos Deputados.

O nome de Picarelli consta no edital de registro coletivo apresentado ao TRE‑MS. Ele concorrerá com o número 2525 pela Federação Renovação Solidária, formada pelo PRD e pelo Solidariedade. O pedido ainda passará pela análise da Justiça Eleitoral. Segundo o edital, há um prazo de cinco dias, a partir da publicação, para que candidatos, partidos, federações, coligações ou o Ministério Público Eleitoral apresentem impugnações. Nesse mesmo período, qualquer eleitor em pleno exercício dos direitos políticos pode apontar possíveis motivos de inelegibilidade.

A nova candidatura marca uma mudança significativa na trajetória de Picarelli, cuja carreira política sempre esteve concentrada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Agora, ele tenta levar para uma disputa de âmbito nacional o capital político acumulado ao longo de mais de 30 anos.

Oito mandatos consecutivos
Antes de ingressar na vida pública, Picarelli já era figura conhecida no Estado como jornalista, radialista, apresentador de TV e pastor. Sua popularidade na comunicação o impulsionou à primeira vitória eleitoral em 1986, como deputado estadual. A partir daí, foi reeleito em todas as eleições seguintes: 1990, 1994, 1998, 2002, 2006, 2010 e 2014 — totalizando oito mandatos e 32 anos de atuação parlamentar.

Um dos momentos mais expressivos de sua carreira ocorreu em 1994, quando se tornou o deputado estadual mais votado do Estado. Durante sua permanência na Assembleia, ocupou cargos de liderança, como a vice‑presidência e a Corregedoria‑Geral, além de integrar comissões importantes.

A sequência de vitórias foi interrompida em 2018, quando tentou o nono mandato, mas acabou ficando na suplência e deixou o Legislativo em 2019.

Tentativa de retorno
Sem disputar as eleições de 2022, Picarelli voltou às urnas em 2024 como candidato a vereador em Campo Grande pelo União Brasil, mas não conseguiu se eleger. Agora, filiado ao PRD, aposta em uma candidatura de alcance estadual para retomar sua trajetória política. Caso seja eleito, exercerá pela primeira vez um mandato federal.

A Federação Renovação Solidária também registrou outros oito candidatos à Câmara dos Deputados: Adriano Lima, Eleandra Pachuki, Jardelino Bahia, Juvenal Ferreira, Luciana Mendonça, Cesar Alves, Rebeca Costa e Sergio Fahed. Além disso, o grupo participa da disputa majoritária no Estado, lançando Delcídio do Amaral ao governo e Sidney Vargas ao Senado.

Com a volta de Picarelli, a federação aposta em um nome tradicional e amplamente reconhecido pelo eleitorado sul‑mato‑grossense. O desafio será transformar décadas de presença na política e na comunicação em votos suficientes para conquistar uma das oito vagas destinadas ao Estado na Câmara dos Deputados.

Assessoria de Imprensa do CAPITAL DO MS NEWS.