Após 17º feminicídio em MS, Rose Modesto cobra avanço urgente no combate à violência contra mulheres.
A ex Deputada afirma que o Estado precisa acelerar políticas de prevenção e proteção às vítimas.
Mato Grosso do Sul registra nesta semana o 17º feminicídio de 2024, sendo que dois deles ocorreram em um intervalo inferior a sete dias. O estado permanece entre aqueles com as maiores taxas desse crime no país, conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que também revelou um número alarmante: 1.571 mulheres foram assassinadas por razões de gênero no último ano — uma média de quatro vítimas por dia no Brasil.
Para Rose Modesto, que atua de forma constante no enfrentamento ao feminicídio, esses dados reforçam que a proteção às mulheres deve seguir como prioridade máxima nas políticas públicas. “Feminicídio não é apenas um número. Cada caso representa uma vida interrompida, uma família devastada e uma violência que poderia ter sido evitada. Esses índices mostram que não podemos retroceder nessa luta.”
Em 2019, Rose apresentou na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 1.568/2019, que propunha elevar a pena mínima para feminicídio de 12 para 15 anos, além de endurecer outras punições relacionadas ao crime. A iniciativa nasceu da percepção de que o país precisava adotar medidas mais firmes para combater a impunidade e reforçar o compromisso do Estado com a segurança das mulheres. Em 2024, o Congresso Nacional aprovou mudanças que tornaram a legislação mais rigorosa.
“Quando apresentei o projeto, defendia que o Estado precisava dar uma resposta clara a quem acredita que pode tirar a vida de uma mulher. Infelizmente, os dados atuais mostram que essa pauta continua urgente. A violência aumentou, e precisamos seguir aprimorando as leis, fortalecendo a rede de proteção e garantindo que as vítimas recebam apoio antes que a situação chegue ao extremo.”
Rose destaca que penas mais duras são apenas uma parte da solução. Para ela, é essencial ampliar ações de prevenção, fortalecer as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, agilizar a concessão de medidas protetivas e investir em educação para romper o ciclo da violência. “Alterar a lei é importante, mas salvar vidas exige uma atuação conjunta. Precisamos de um Estado presente, de uma rede de proteção eficiente e de uma sociedade que não aceite nenhum tipo de violência contra a mulher.”
Ela reforça que o novo recorde de feminicídios deve ser encarado como um alerta. “Enquanto houver uma mulher vivendo com medo, nossa luta continua. Cada número representa uma história interrompida, uma família destruída, uma vida arrancada pela violência. Que a dor de cada caso nos tire da indiferença e nos mova à ação. Denunciar, acolher, proteger e agir antes que seja tarde — isso salva vidas.”
Se você está em situação de violência ou conhece alguém que precisa de ajuda, denuncie. Ligue 180 ou procure a rede de proteção do seu município.
Assessoria de Imprensa do CAPITAL DO MS NEWS.