Tribunal de Justiça mantém bloqueio dos bens de ex-secretário-adjunto de governo do MS investigado por corrupção.

Investigação iniciada em 2023 revelou esquema de fraude em licitações nas secretarias de Educação e de Saúde.

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Tribunal de Justiça mantém bloqueio dos bens de ex-secretário-adjunto de governo do MS investigado por corrupção.

Ex-adjunto da SED, Édio Antônio Resende de Castro. (Reprodução, Foto Arquivo)


A Justiça de Mato Grosso do Sul negou pedido da defesa de Édio Resende de Castro, ex-secretário-adjunto de Estado de Educação, e manteve o bloqueio dos bens dele no âmbito de operação em esquema de corrupção em duas secretarias estaduais.

Segundo a defesa, os recursos de Castro são lícitos e teriam origem em transações agropecuárias. Mas a 1ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de MS) discordou da tese, apontando falta de provas.

Assim, por unanimidade, os magistrados do colegiado mantiveram o bloqueio de bens. O caso continua sob sigilo na corte.

Operação Turn Off
Em 29 de novembro de 2023, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), o Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), com o apoio das 29ª e 31ª Promotorias de Justiça de Campo Grande, do MPMS, deflagraram a Operação Turn Off, contra um esquema de corrupção nas secretarias estaduais de Saúde e Educação.

A investigação do Gecoc — que utilizou provas da Operação Parasita, de dezembro de 2022 — apontou a existência de uma organização criminosa, formada por autoridades, servidores e empresários, que fraudava licitações públicas, com pagamento e recebimento de propina. Os contratos suspeitos ultrapassam R$ 68 milhões.

Entre as compras investigadas, está: 

aquisição de aparelhos de ar-condicionado para a SED-MS (Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul);
locação de equipamentos hospitalares e elaboração de laudos para a SES-MS (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul);
compra de materiais e produtos hospitalares para pacientes da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), em Campo Grande.
Foram presos o então secretário-adjunto de Estado de Educação, Édio Resende de Castro; as servidoras públicas Andréa Cristina Souza Lima e Simone Ramires de Oliveira Castro; os empresários Lucas de Andrade Coutinho e Sérgio Duarte Coutinho Júnior e o primo deles, Victor Leite de Andrade; o ex-assessor parlamentar Thiago Haruo Mishima; e o ex-coordenador da Apae Paulo Henrique Muleta. O grupo foi solto menos de um mês depois.

No dia 6 de junho de 2024, foi deflagrada a segunda fase da Turn Off. Lucas e Sérgio Coutinho voltaram a ser presos sob a acusação de que continuavam a cometer lavagem de dinheiro. Novamente, eles conseguiram liberdade.

Assessoria de Imprensa do CAPITAL DO MS NEWS.