Subprefeito de Anhanduí reage ao aumento e chama pedágio de “tarifaço” na BR‑163.

Reajuste no pedágio reacende debate sobre impacto econômico para quem depende da BR‑163 diariamente.

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Subprefeito de Anhanduí reage ao aumento e chama pedágio de “tarifaço” na BR‑163.

O subprefeito de Anhanduí, Elenilton Dutra, voltou a usar suas redes sociais para se posicionar contra o aumento das tarifas de pedágio na BR‑163/MS, previsto para começar a valer em agosto. Em um vídeo divulgado nesta segunda-feira (8), ele classificou o reajuste como “inaceitável” e convocou os moradores do distrito a se mobilizarem para pressionar as autoridades federais por uma solução que reduza os impactos na rotina da população.

A reação surgiu após a divulgação de que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) recomendou um reajuste médio de 41,63% nas tarifas cobradas pela concessionária Motiva Pantanal, responsável pela rodovia. Em algumas praças, como a de Campo Grande, o valor para carros de passeio pode chegar perto de R$ 15.

No vídeo, Elenilton chama atenção para a realidade de quem depende diariamente da estrada para trabalhar na Capital. “Como um trabalhador de Anhanduí vai conseguir arcar com esse valor para ir e voltar, somado ao combustível? Isso não faz sentido. Não podemos aceitar calados”, afirmou.

Ele alerta que o aumento pode trazer prejuízos econômicos e sociais ao distrito, localizado a cerca de 60 km de Campo Grande. “Estão isolando Anhanduí. Como vamos atrair empresas ou qualquer investimento com um pedágio tão alto?”, questionou.

Durante a gravação, o subprefeito defendeu a criação de medidas que aliviem o bolso dos moradores, como descontos para usuários frequentes. “Não importa se gostam de mim ou não. O que importa é o Anhanduí. É por ele que estou lutando. Precisamos da união de todos para cobrar nossa bancada federal e impedir esse absurdo”, declarou.

Reajuste acima do solicitado pela concessionária
De acordo com nota técnica da ANTT, a primeira revisão ordinária do contrato prevê aumentos entre 40,54% e 44% nas nove praças de pedágio distribuídas pelos 845 km da BR‑163 em Mato Grosso do Sul — índices superiores ao pedido pela própria Motiva Pantanal, que havia solicitado reajuste médio de 39,3%.

O cálculo leva em conta a recomposição pelo IPCA e a aplicação do chamado “degrau tarifário”, previsto no contrato de concessão. A praça de Campo Grande deve ter um dos maiores aumentos, chegando a 43%, enquanto em São Gabriel do Oeste o reajuste pode atingir 44%.

A expectativa é que os novos valores passem a ser cobrados a partir de 5 de agosto, após a conclusão dos trâmites regulatórios.

Assessoria de Imprensa do CAPITAL DO MS NEWS.