Protagonismo feminino marca disputa pelas vagas de MS na Câmara dos Deputados.

Lideranças femininas ganham espaço e reforçam a busca por maior presença de MS no Congresso.

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Protagonismo feminino marca disputa pelas vagas de MS na Câmara dos Deputados.

As pré-candidatas Luana Ruiz, Isa Marcondes, Viviane Luiza, Camila Jara, Mara Caseiro e Rose Modesto Foto-Montagem Jornal CAPITAL DO MS NEWS.

A disputa eleitoral deste ano tem potencial para redesenhar de forma profunda a composição política de Mato Grosso do Sul. Pela primeira vez desde que o Estado foi criado, um conjunto robusto de candidaturas femininas competitivas abre a possibilidade real de que as mulheres ocupem a maior parte das oito cadeiras destinadas ao Estado na Câmara dos Deputados.

Caso esse movimento se confirme nas urnas, a bancada federal sul‑mato‑grossense romperá um histórico de predominância masculina e poderá vivenciar uma renovação inédita, reduzindo o domínio de figuras tradicionais que há décadas representam o Estado no Congresso Nacional.

Esse avanço é resultado de pré‑candidatas com trajetórias diversas e eleitorados já consolidados. Entre os nomes mais fortes estão a ex‑deputada federal e ex‑vice‑governadora Rose Modesto (União Brasil), a deputada estadual Mara Caseiro (PL), que construiu influência política no interior ao longo de sucessivos mandatos, e a deputada federal Camila Jara (PT), que tenta a reeleição e representa uma nova geração da esquerda sul‑mato‑grossense.

Também integram esse grupo a ex‑secretária de Cidadania Viviane Luiza (PSDB), considerada uma das principais apostas tucanas, a vereadora de Dourados Isa Marcondes (Republicanos), que busca ampliar sua projeção para todo o Estado, e a advogada Luana Ruiz (PL), que vem fortalecendo sua presença no setor produtivo e no agronegócio.

O diferencial deste pleito não está apenas no aumento de mulheres na disputa, mas na competitividade que elas apresentam. Diferentemente de eleições anteriores, quando poucas candidatas figuravam entre as favoritas, agora elas ocupam espaços em diferentes correntes ideológicas e regiões do Estado, alcançando públicos variados e diminuindo a concentração de votos em grupos tradicionais.

Essa distribuição amplia as chances de sucesso do bloco feminino e torna a disputa pelas oito vagas ainda mais acirrada, especialmente porque o sistema proporcional coloca candidatos das mesmas legendas e federações em concorrência direta.

Outro elemento que contribui para esse cenário é a fragmentação das candidaturas masculinas.

Diversos partidos lançaram vários nomes voltados ao mesmo segmento do eleitorado, o que tende a dispersar votos e dificultar a formação de grandes polos de apoio. Enquanto isso, parte das candidaturas femininas se apresenta com bases mais definidas e menor disputa interna, o que fortalece sua competitividade dentro das próprias siglas.

Também pesa na equação o fortalecimento da presença feminina nas estruturas partidárias e nas estratégias de campanha.

Nos últimos anos, os partidos passaram a investir mais recursos e tempo de propaganda em mulheres consideradas viáveis, impulsionados tanto pela legislação quanto pela percepção de que elas passaram a reunir condições reais de liderar chapas proporcionais e alcançar votações expressivas. Por isso, a eleição deste ano já é tratada como a mais favorável às mulheres na história política de Mato Grosso do Sul.

A pressão sobre os veteranos:
O avanço das candidaturas femininas altera o cálculo dos partidos e impõe desafios inéditos a parlamentares que buscam a reeleição ou tentam retornar à Câmara. Com poucas vagas disponíveis, o crescimento de novos nomes tende a reduzir o espaço tradicionalmente ocupado por figuras consolidadas, como Dagoberto Nogueira (PP), Geraldo Resende (União Brasil) e Beto Pereira (Republicanos).

Além de representar uma renovação geracional, o pleito pode modificar o perfil da bancada federal. Se cinco ou mais mulheres forem eleitas, Mato Grosso do Sul terá, pela primeira vez, uma maioria feminina na Câmara dos Deputados.

Isso refletiria uma transformação gradual na política estadual, em que as mulheres deixaram de ocupar apenas posições garantidas por cotas e passaram a disputar, com força real, espaços estratégicos nas chapas proporcionais.

Caso essa mudança se concretize, ela poderá redefinir o equilíbrio de forças na bancada federal e inaugurar um novo ciclo na representação política do Estado.

Assessoria de Imprensa do CAPITAL DO MS NEWS.