Prefeito de Terenos volta ao cargo quase um ano após prisão em operação policial.
Retorno ocorre após autorização da Justiça, que havia determinado o afastamento durante as investigações.
Henrique Budke, voltará ao comando do Executivo Municipal -Foto Divulgação.
Eduardo Henrique Budke (PSDB) voltou a exercer o cargo de prefeito de Terenos. Ele havia sido preso em setembro do ano passado durante uma operação do Gaeco que investigava um esquema de fraudes em licitações que teria provocado prejuízo milionário aos cofres públicos. Budke foi liberado em novembro, mediante cumprimento de medidas cautelares.
De acordo com apuração do CAPITAL DO MS NEWS, uma dessas medidas — o afastamento da função de prefeito — foi derrubada nesta quarta-feira (24) pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Com isso, ele está autorizado a reassumir a chefia do Executivo municipal. Durante o período de afastamento, quem comandou a prefeitura de forma interina foi o Doutor Arlindo Landolfi Filho.
A reportagem tentou contato com Budke, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. Segundo informações divulgadas pelo Correio do Estado, o prefeito é investigado por corrupção ativa, fraude em licitações e por supostamente liderar uma organização criminosa.
Operação Spotless
Além do prefeito, outras 15 pessoas foram alvo de mandados de prisão na Operação Spotless, deflagrada em 9 de setembro do ano passado. Ao todo, foram cumpridos 59 mandados de busca e apreensão em diversos locais, incluindo a sede da Prefeitura de Terenos, secretarias municipais, residências e empresas situadas em Terenos e Campo Grande.
O Ministério Público informou que a Spotless é uma continuidade da Operação Velatus, realizada em 2024, também em Terenos, que investigava fraudes em licitações de obras públicas. Na época, o Gaeco afirmou que havia identificado uma organização criminosa estruturada para cometer crimes contra a Administração Pública, com funções bem definidas e liderada por um agente político — apontado nas investigações como Budke.
Segundo o MP, o grupo utilizava servidores municipais para manipular processos licitatórios e direcionar contratos para empresas específicas. Apenas em 2024, esses contratos ultrapassaram R$ 15 milhões. O esquema também envolveria pagamento de propina a servidores responsáveis por atestar falsamente a entrega de produtos e serviços, além de agilizar procedimentos administrativos para liberar pagamentos.
As informações surgiram após a análise de celulares apreendidos na Operação Velatus, que permitiram identificar o funcionamento interno do grupo e chegar ao suposto líder do esquema.
Assessoria de Imprensa do CAPITAL DO MS NEWS.