O Senador Nelsinho Trad defende linha dura contra facções e cita pressão de Trump sobre PCC e CV.
Parlamentar afirma que cooperação global é essencial para frear a expansão do PCC e do Comando Vermelho.
Nelsinho Trad é senador por MS, eleito pelo PSD. (Foto-Reprodução, Assessoria)
O senador por Mato Grosso do Sul, Nelsinho Trad (PSD) apoia a decisão dos Estados Unidos em classificar PCC e Comando Vermelho como terroristas. “Eu defendo uma posição muito clara: tolerância zero com o crime organizado”, disse.
Segundo Nelsinho, o crime organizado não respeita fronteiras. “Por isso, o combate ao crime também não pode ter fronteiras. PCC e Comando Vermelho não são apenas um problema de polícia. São organizações que movimentam dinheiro ilegal, traficam armas, drogas e ameaçam a segurança das famílias brasileiras”, disse.
Entretanto, o senador afirmou cooperação internacional, sim. “Interferência na soberania brasileira, não. O Brasil precisa trabalhar junto com os Estados Unidos e com os países vizinhos para trocar inteligência, controlar fronteiras e combater o tráfico. Mas quem manda no Brasil é o Brasil”, defendeu.
Medida dos EUA
As facções brasileiras PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) serão classificadas como organizações terroristas pelos Estados Unidos. A informação foi divulgada, nesta quinta-feira (28), pelo Departamento de Estado americano. A medida entrará em vigor a partir da próxima sexta-feira (5).
Conforme o comunicado, as facções serão classificadas como “terroristas globais especialmente designados” (“Specially Designated Global Terrorists”, ou SDGTs) e também como “organizações terroristas estrangeiras” (“Foreign Terrorist Organizations”, ou FTOs).
Os Estados Unidos informaram que o PCC e o CV são “as organizações criminosas mais violentas do Brasil”. Parte da justificativa para a classificação como organizações terroristas é que a atuação destes grupos ultrapassa as fronteiras do Brasil.
Além disso, o Departamento de Estado informou que os grupos comandam milhares de integrantes e seriam responsáveis por “ataques brutais” contra policiais, autoridades públicas e civis.
Assessoria de Imprensa do CAPITAL DO MS NEWS.