O Capitão Contar diz quem define Senado do partido PL em Campo Grande Mato Grosso do Sul é Flávio Bolsonaro e Valdemar Costa Neto.
As duas vagas ao Senado pelo Partido Livre são disputadas por quatro nomes em Mato Grosso do Sul.
Renan Contar. (Henrique Arakaki, Jornal Midiamax)
Com quatro nomes disputando as duas vagas ao Senado nas Eleições de 2026 pelo PL, o pré-candidato Renan Contar (PL) afirmou que a escolha está nas mãos de Flávio Bolsonaro (PL) — que disputará a presidência da República — e Valdemar da Costa Neto, presidente nacional do partido.
“Essa é uma construção que tá sendo feita a várias mãos, mas a palavra final é do Flávio Bolsonaro e do Valdemar da Costa Neto”, afirmou ao Jornal CAPITAL DO MS NEWS durante evento de filiação nesta segunda-feira (30) em Campo Grande.
“O que está combinado — e eu acho que é o justo; é o certo — é que a gente consiga alavancar as candidaturas viáveis. Então, na minha avaliação, isso vale para todos os cargos não é só de Senado. São para deputados, serão também pra eleições futuras sempre ao critério da viabilidade quem está melhor em pesquisa; quem tem mais força aceitação e credibilidade”, defendeu Contar, que se filiou recentemente ao PL.
Além dele, estão de olho nas vagas o ex-governador Reinaldo Azambuja, a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira, e o deputado federal, Marcos Pollon.
Disputa pelo Senado
A vice-prefeita de Dourados chegou a marcar a data de filiação ao Novo em 12 de março, mas o evento foi adiado. Recentemente, ela desistiu da troca de partidos.
A esposa do deputado federal Rodolfo Nogueira chegou a ser cotada para disputar uma vaga na Casa Alta do Congresso Nacional, quando Jair Bolsonaro, em entrevista a uma rádio em janeiro de 2025, falou que teria escolhido uma “senhora” para apoiar a substituição da senadora Soraya Thronicke (PODE), eleita em 2018 com a ajuda da direita, mas que mudou de posicionamento.
Na entrevista, o ex-presidente não citou o nome de Gianni, mas a referência, na época, foi ligada diretamente a ela. Em março do mesmo ano, Bolsonaro falou que a teria escolhido para a vaga.
Contudo, a vice-prefeita de Dourados cogitou mudar de partido durante a janela partidária, diante da disputa dentro do PL com outros nomes, como o do Capitão Contar, o deputado federal Marcos Pollon e do ex-governador Reinaldo Azambuja, o atual presidente da sigla em MS.
A configuração da chapa pelo Partido Liberal em Mato Grosso do Sul teria motivado, inclusive, a saída do deputado estadual João Henrique Catan para o Novo, para concorrer ao cargo de governador.
O PL saiu das mãos dos políticos de “direita raiz” para as de Reinaldo Azambuja, que teria feito um acordo com o ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2024, a fim de que o capitão apoiasse a candidatura do deputado federal Beto Pereira (PSDB) à Prefeitura de Campo Grande. Contudo, mesmo após essa articulação, o tucano amargou a derrota ainda no primeiro turno.
O então líder do ninho em MS mudou de partido como parte do acordo e garantiu apoio do PL a Eduardo Riedel (PP). O movimento foi visto como uma tentativa de reduzir os riscos à reeleição do sucessor de Azambuja, uma vez que, em 2022, a direita conseguiu emplacar o Capitão Contar no segundo turno para governador.
Nestas eleições, a composição do Senado Federal será renovada em dois terços, ou seja, os eleitores votam duas vezes para senador, e cada estado elege dois senadores.
Assessoria de Imprensa do CAPITAL DO MS NEWS.