Nota de Esclarecimento à Imprensa e à Sociedade Sul-Mato-Grossense. Carlos Bernardo.
Em nota pública, a defesa de Carlos Bernardo reforça a confiança nas instituições, nega qualquer prática ilícita e defende a apuração completa dos fatos pelas autoridades competentes.
Na qualidade de advogado de Aparecido Carlos Bernardo, o advogado Luiz Renê Gonçalves do Amaral, inscrito na OAB/MS nº 9.632, vem a público prestar esclarecimentos sobre as informações divulgadas após a operação de busca e apreensão realizada em uma propriedade rural localizada na região de Porto Murtinho, na última quinta-feira, 17 de setembro de 2026.
Inicialmente, é importante destacar que a defesa ainda não teve acesso completo aos documentos, relatórios e demais elementos reunidos durante a investigação. As providências necessárias para obtenção desse material já foram adotadas junto às autoridades competentes e ao Poder Judiciário Federal.
Mesmo sem conhecer integralmente os autos, a defesa afirma que não existe qualquer fundamento que justifique conclusões antecipadas ou condenações públicas. Carlos Bernardo sempre pautou sua trajetória pelo trabalho, pela geração de empregos e pelo compromisso social, razão pela qual reafirma sua confiança no princípio constitucional da presunção de inocência.
O empresário nega categoricamente qualquer participação, incentivo ou tolerância a práticas que violem direitos humanos, direitos trabalhistas ou a legislação brasileira. Também reafirma que jamais autorizou ou compactuou com atividades ilícitas dentro de suas propriedades.
Confiando plenamente nas instituições responsáveis pela apuração dos fatos, Carlos Bernardo considera essencial que todas as circunstâncias sejam esclarecidas com equilíbrio, responsabilidade e respeito ao devido processo legal. O objetivo deve ser a correta identificação de eventuais responsabilidades, sem julgamentos precipitados motivados por especulações ou interesses alheios à verdade.
Ao longo dos últimos anos, Carlos Bernardo construiu uma relação sólida com a população de Mato Grosso do Sul, especialmente por meio de ações voltadas ao desenvolvimento econômico, social e educacional. Prova disso foi a expressiva votação obtida na última eleição para a Câmara Federal, quando recebeu o apoio de mais de 31 mil eleitores.
A respeito das condições de trabalho na propriedade rural mencionada, a defesa esclarece que o local mantém atualmente cerca de 30 colaboradores, oferecendo estrutura destinada ao conforto e à segurança dos trabalhadores. Entre os benefícios disponibilizados estão alimentação diária preparada por profissionais contratados para essa finalidade, manutenção permanente dos alojamentos, instalações sanitárias adequadas, espaços climatizados e períodos regulares de descanso durante a jornada de trabalho.
Diante desse cenário, a defesa entende que não há elementos que sustentem acusações de exploração laboral ou situações incompatíveis com a legislação vigente.
Quanto ao armamento mencionado nas divulgações públicas, é necessário registrar que as armas apreendidas não pertencem a Carlos Bernardo nem a membros de sua família. Além disso, o empresário não frequenta regularmente a propriedade e não a visita há vários meses.
Por esse motivo, qualquer conclusão sobre posse, propriedade, registro ou eventual responsabilidade relacionada ao material encontrado deve ser resultado da investigação oficial, jamais de presunções. A legislação brasileira estabelece que a responsabilidade penal é individual e não pode ser atribuída automaticamente ao proprietário de um imóvel sem a devida comprovação dos fatos.
Também merece destaque a localização da propriedade, situada em uma extensa área de fronteira entre os rios Apa e Paraguai, região marcada pelo isolamento geográfico e por históricos problemas de segurança. Produtores rurais, trabalhadores e moradores convivem há anos com ocorrências de furtos, invasões, roubos de animais e outras ações criminosas, frequentemente sem a presença permanente das forças de segurança pública.
A defesa entende que essa realidade precisa ser debatida de forma séria e responsável. A ausência de estrutura estatal adequada em regiões de fronteira representa um desafio permanente para quem vive e trabalha no campo, gerando insegurança e vulnerabilidade para famílias e empreendedores rurais.
Por fim, Carlos Bernardo reafirma sua confiança na Justiça, nas autoridades responsáveis pela investigação e no pleno funcionamento das instituições democráticas. Ele seguirá colaborando com todos os esclarecimentos necessários para que os fatos sejam apurados de forma imparcial e transparente.
A expectativa é que, ao final das investigações, prevaleçam a verdade, o respeito às garantias constitucionais e o direito de defesa, assegurando que qualquer julgamento ocorra exclusivamente com base em provas e dentro dos limites da lei.
Campo Grande (MS), 18 de setembro de 2026.
Luiz Renê Gonçalves do Amaral
OAB/MS nº 9.632