Ex-deputado Sérgio Assis usava influência política para aplicar golpes de R$ 58 milhões.

Publicado em
Ex-deputado Sérgio Assis usava influência política para aplicar golpes de R$ 58 milhões.

Ex-deputado estadual Sérgio Assis. (Foto: Reprodução, Redes Sociais).

O ex-deputado estadual de Mato Grosso do Sul, Sérgio Assis, se aproveitava da influência política e do poder econômico para aplicar golpes. Ele foi preso nesta quarta-feira (4) na Operação Agro-Fantasma, da Polícia Civil do Mato Grosso.

“O Sérgio se utilizava da sua figura política e do seu poder econômico como meio de garantidor. Então a gente está investigando ele e mais dois por associação criminosa e outras pessoas que ainda vão ser identificadas”, disse o delegado Ricardo Sarto.

Em 2015, Assis chegou a ser condenado a seis anos de prisão em regime semiaberto por exploração sexual de adolescente, depois de ter sido flagrado em encontro com menor de idade. No entanto, foi absolvido, em 2018. Os desembargadores entenderam que o ex-deputado foi atraído pela adolescente, por meio de conversa em rede social, e que Assis não sabia que a menina era explorada sexualmente por terceiros e também que o filmaria.


 

Sérgio foi deputado estadual pelo PSB – quando presidiu o partido – de 2003 a 2006. Mas também concorreu como vice-governador na chapa de Delcídio, em 2006. Chegou a ser suplente de deputado federal nas eleições de 2010 e disputou novamente para cadeira na Alems em 2014, ams também não se elegeu.

Golpe milionário em produtores
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4), a Operação Agro-Fantasma, contra empresa agropecuária envolvida em fraudes na compra de grãos na região oeste do Estado. Foram cumpridos mandados no Estado, em Campo Grande. 

As investigações apontaram que a empresa, que se apresentava com roupagem de solidez, atuava em fraudes estruturadas na compra de grãos, causando relevantes prejuízos financeiros às vítimas.

Para aplicar os golpes, os donos da empresa convenciam as vítimas a utilizarem o nome de suas propriedades para fazerem compras a prazo de grãos, que eram revendidos à vista pela empresa para indústrias.

Os valores das compras a prazo seriam quitados pelo grupo. Porém, somente nos primeiros meses os débitos foram pagos corretamente. Após certo tempo, os investigados deixavam de quitar as dívidas contraídas, deixando o produtor rural no prejuízo.

Após adquirir a confiança de uma das vítimas, o grupo realizou diversas compras de grãos, causando uma inadimplência superior a R$ 58 milhões a ela.

Assessoria de Imprensa do CAPITAL DO MS NEWS.