“Eduardo Riedel destaca que capacitação abre novas oportunidades para mulheres em MS.”
“Governador reforça importância da capacitação para ampliar oportunidades e fortalecer a presença feminina no mercado de trabalho.”
Reidel exaltou liberdade e crescimento de mulheres / Foto-Divulgação assessoria.
O governador Eduardo Riedel (PP) tem destacado a importância da capacitação profissional como um instrumento capaz de mudar vidas, ampliar a renda e garantir liberdade de escolha. Essa visão se materializa em histórias como a de Cleysla Marques Galindo, moradora do bairro Tijuca, em Campo Grande. Durante anos, sua rotina girava em torno do trabalho no comércio, ocupando quase todo o tempo de segunda a sábado. Nas horas vagas, tentava dar forma a um sonho antigo: ter algo próprio. Produzia doces, velas aromáticas e porta-joias para vender a amigos e familiares, mas faltava tempo para transformar essa renda extra em um negócio sólido.
Aos 26 anos, Cleysla decidiu mudar de rumo. Deixou o emprego com carteira assinada, fez um curso de designer de unhas e abriu uma loja de cestas presenteáveis. O desafio seguinte era aprender a conquistar novos clientes. Foi então que conheceu, por indicação de um amigo, o curso gratuito de Ferramentas de Marketing Digital, oferecido pela Funtrab em parceria com o Senac. Ali, aprendeu técnicas de divulgação, produção de vídeos e estratégias de vendas online. Seis meses depois, já atendia clientes em casa, conciliando o trabalho como designer de unhas com a venda das cestas. “Hoje eu tenho tempo e qualidade de vida. Se preciso visitar minha mãe ou resolver algo pessoal, tenho essa liberdade”, relatou.
A trajetória de Cleysla reflete um desafio comum a milhares de mulheres: transformar cursos e certificados em renda real e autonomia. Entre 2015 e 2025, a participação feminina na força de trabalho em Mato Grosso do Sul cresceu 20,5%, quase o dobro do avanço masculino. As mulheres já representam 57,2% do mercado, acima da média nacional. No entanto, ainda enfrentam desigualdades salariais, menor presença em cargos de liderança e uma sobrecarga doméstica significativa — dedicam em média 21,4 horas semanais às tarefas do lar, contra 11 horas dos homens.
Para enfrentar esse cenário, a gestão estadual tem investido em programas voltados às mulheres, como o Mulheres Mil, o MS Qualifica Digital e linhas de crédito específicas pelo FCO Mulheres Empreendedoras. Em 2025, cursos presenciais e online foram oferecidos em Campo Grande e outros municípios, reduzindo a necessidade de deslocamento até a capital. A ideia é que a formação esteja conectada às oportunidades reais de trabalho. “Quando qualificação e intermediação caminham juntas, cresce a chance de gerar renda”, afirmou Riedel.
O MS Qualifica Digital, lançado em 2025, é uma plataforma que integra cursos, currículos e vagas, aproximando trabalhadores das demandas do setor produtivo. Nos primeiros meses, a Funtrab registrou mais de 125 mil atendimentos e encaminhou quase 50 mil pessoas para entrevistas, mas os dados ainda não mostram claramente o impacto sobre mulheres em diferentes situações — mães, vítimas de violência ou trabalhadoras afastadas do mercado formal.
A economista Daniela Teixeira reforça que a eficácia da qualificação depende da conexão com as necessidades reais das empresas. Além das habilidades técnicas, atributos como responsabilidade e postura profissional têm ganhado peso nos processos seletivos. Ela também lembra que, para muitas mulheres, conseguir uma vaga não significa o fim dos obstáculos: responsabilidades familiares, horários incompatíveis e falta de creches continuam dificultando a permanência no mercado.
Nesse contexto, o empreendedorismo surge como alternativa de flexibilidade. Em Mato Grosso do Sul, quase 45% das empresas são lideradas por mulheres, especialmente nos setores de comércio, serviços e agropecuária. Entre 2025 e 2026, ações de inclusão produtiva alcançaram mulheres indígenas, quilombolas, mães de pessoas com deficiência e famílias em situação de vulnerabilidade. Para Riedel, políticas públicas precisam combinar capacitação, acesso a mercados, orientação de gestão e crédito adequado ao porte de cada negócio.
Em 2026, o FCO Mulheres Empreendedoras ampliou suas condições, permitindo que negócios administrados por mulheres também tivessem acesso às linhas de crédito. Daniela Teixeira avalia que o avanço feminino no empreendedorismo gera reflexos positivos nas famílias e comunidades, mas ainda convive com barreiras estruturais, como a baixa presença em setores tradicionalmente masculinos e em cargos de liderança.
Outro ponto destacado pela gestão estadual é a relação entre autonomia econômica e proteção contra a violência doméstica. Ter renda própria não elimina o problema, mas pode oferecer condições para que uma vítima consiga deixar o agressor, sustentar os filhos e reorganizar sua vida. Essa perspectiva foi incorporada ao Programa Protege, que integra políticas de capacitação e geração de renda às estratégias de proteção.
O desafio agora é medir resultados concretos: não apenas inscrições e certificados, mas quantas mulheres conseguem emprego, permanecem nele, sustentam seus negócios e, sobretudo, transformam sua realidade. Como disse Riedel, “não basta contar inscrições ou propostas de crédito. É necessário medir contratação, salário, permanência e mudança efetiva na vida das beneficiárias”.
Cleysla é um exemplo vivo desse percurso. O curso não criou seu negócio sozinho, mas lhe deu ferramentas para sustentar uma decisão já tomada. “Saí da loja, comecei a empreender e não parei mais. Hoje consigo trabalhar 100% para mim mesma”, afirmou. Sua história mostra que, entre indicadores e programas, o impacto mais importante da qualificação é abrir portas para que mulheres possam escolher seus caminhos com mais liberdade.
Assessoria de Imprensa do CAPITAL DO MS NEWS.