Defesa de Eduardo Riedel solicita cassação da candidatura de Catan por vídeo divulgado no HRMS.

A defesa alega que o conteúdo divulgado no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul configura irregularidade eleitoral e pede a impugnação da candidatura.

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Defesa de Eduardo Riedel solicita cassação da candidatura de Catan por vídeo divulgado no HRMS.

Defesa de Riedel pede cassação de candidatura de João Henrique Catan após vídeo gravado no Hospital Regional.


A coligação do governador e candidato à reeleição Eduardo Riedel (PP) ingressou na Justiça Eleitoral com uma representação contra o candidato ao Governo do Estado João Henrique Catan (Novo), alegando uso irregular de espaço público para fins eleitorais. A ação foi protocolada no último dia 15 e pede, entre outras medidas, a cassação do registro de candidatura do adversário.

O questionamento surgiu após a divulgação de um vídeo gravado nas dependências internas do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS). Segundo a representação, Catan teve acesso à unidade na condição de deputado estadual, exercendo prerrogativas de fiscalização inerentes ao mandato. Entretanto, a coligação de Riedel sustenta que o material produzido teria sido utilizado posteriormente como peça de propaganda eleitoral.

A gravação, com duração superior a oito minutos, foi publicada nas redes sociais do candidato e abordava a situação enfrentada pelo hospital. No conteúdo, também apareciam referências à chapa majoritária formada por João Henrique Catan e seu candidato a vice-governador, Antonio João Jacintho.

Além do pedido principal de cassação do registro de candidatura, os advogados da campanha de Riedel solicitaram uma medida liminar para a retirada imediata do vídeo das plataformas digitais. O pedido previa ainda a aplicação de multa que poderia variar entre R$ 5 mil e R$ 100 mil em caso de descumprimento da determinação judicial.

A Justiça Eleitoral acolheu parcialmente o pedido em decisão inicial. A juíza relatora Mariel Cavalin dos Santos determinou a remoção da publicação das redes sociais, estabelecendo o prazo de 24 horas para cumprimento da ordem. O vídeo acabou sendo retirado do ar.

Ao comentar o caso, o advogado Ary Raghiant Neto, que atua na defesa da coligação de Eduardo Riedel, explicou que a decisão liminar não trata neste momento da eventual cassação da candidatura. Segundo ele, a análise sobre a aplicação dessa penalidade dependerá do julgamento de mérito pelos integrantes do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS).

De acordo com o advogado, o ponto central da discussão está na possível caracterização de conduta vedada pela legislação eleitoral. A acusação argumenta que a utilização das imagens gravadas dentro de um órgão público para promover candidatura pode configurar infração às normas que regulam o equilíbrio da disputa eleitoral.

No processo, a coligação requer que a representação seja considerada procedente e solicita a aplicação de multa prevista na regulamentação eleitoral vigente. A ação também sustenta que a gravidade da situação teria sido ampliada pelo alcance obtido nas redes sociais, uma vez que o material foi impulsionado, aumentando a sua divulgação e potencial influência sobre o eleitorado.

Por outro lado, João Henrique Catan afirma que sua visita ao Hospital Regional ocorreu exclusivamente no exercício de suas atribuições como parlamentar estadual. Em nota encaminhada à imprensa, o candidato destacou que realizou a fiscalização para ouvir pacientes, servidores e verificar as condições da unidade hospitalar.

Catan também afirmou receber com tranquilidade a iniciativa judicial da coligação adversária e demonstrou confiança na atuação da Justiça Eleitoral. Segundo ele, fiscalizar órgãos públicos, ouvir a população e denunciar problemas relacionados à saúde pública fazem parte do papel exercido por representantes eleitos.

Ainda na manifestação, o candidato ressaltou que considera legítima sua atuação e declarou que a ação não altera seus planos de campanha. Ele reafirmou a continuidade da candidatura e disse permanecer disposto a discutir soluções para os desafios enfrentados por Mato Grosso do Sul.

O caso segue em tramitação na Justiça Eleitoral e deverá ser analisado pelo TRE-MS, que avaliará se houve ou não uso indevido da estrutura pública em benefício eleitoral e se a conduta justifica a aplicação de sanções mais severas, incluindo a possibilidade de cassação do registro de candidatura.

Assessoria de Imprensa do CAPITAL DO MS NEWS.