O capitão contar comemora estar à frente de Reinaldo Azambuja em pesquisa citada na lista de Flávio Bolsonaro.

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O capitão contar comemora estar à frente de Reinaldo Azambuja em pesquisa citada na lista de Flávio Bolsonaro.

Capitão Contar e Reinaldo querem disputar vaga ao Senado pelo PL, Foto montagem jornal CAPITAL DO MS NEWS.


A lista de Flávio Bolsonaro (PL) sobre cenário eleitoral em Mato Grosso do Sul evidenciou ainda mais o racha do partido no Estado.

Uma das situações anotadas pelo 01 do clã Bolsonaro seria possível pesquisa interna do partido que coloca Capitão Contar à frente para o Senado em MS. O nome do ex-deputado aparece com a seguinte anotação de Flávio na frente: “recall / melhor nas pesquisas (18% contra 2% dos outros)”.

Após o vazamento,  o Capitão contar comentou as anotações referentes a seu nome com o Jornal CAPITAL DO MS NEWS. “As anotações sugerem meu nome à frente, é claro que fico feliz com isso, mas ainda temos muito a construir. É um projeto de grupo”, concluiu.

Parte do grupo de bolsonaristas “raiz”, o pré-candidato ao Senado pelo PL lembrou que a escolha do nome a disputar seria definida por pesquisas internas. “Estou em processo de construção dessa candidatura desde 2023. O combinado desde o início é que quem estiver melhor nas pesquisas terá oportunidade.”

Os números indicam que Contar teria 18% das intenções de voto contra apenas 2% ‘dos outros’, sem especificar se Reinaldo seria o segundo nome com os 2%. Gianni Nogueira também é uma pré-candidata ao Senado pelo PL.

Reinaldo foi procurado pela reportagem para comentar as anotações feitas na lista, mas limitou-se a dizer que “o senador já esclareceu”, referindo-se à entrevista dada por Flávio dizendo que apenas anotou o que pessoas passaram a ele.

O capitão contar comemora estar à frente de Reinaldo Azambuja em pesquisa citada na lista de Flávio Bolsonaro.

Anotações de Flávio Bolsonaro de supostas situações do PL em Mato Grosso do Sul. (Reprodução)

Bolsonaristas ‘raiz’ trocam acusações contra grupo de Reinaldo após vazamento
O vazamento de documento com anotações do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, com indicações do cenário eleitoral do PL em Mato Grosso do Sul aprofunda o racha no partido e distancia o presidente do partido em MS, ex-governador Reinaldo Azambuja, mais ainda do núcleo bolsonarista ‘raiz’.

No que se refere a Mato Grosso do Sul, constam nas anotações de Flávio um suposto pedido do deputado Marcos Pollon de R$ 15 milhões para abandonar sua pré-candidatura ao Governo do Estado — ou Senado, já que ele também se colocou à disposição ao cargo.

No mesmo dia, durante depoimento de Pollon ao Conselho de Ética da Câmara, Pollon denunciou atuação do PSDB de MS no PL: “O PSDB tentou tomar o PL para seu próprio interesse. Mas não se trata de cor partidária, trata-se de liberdade, princípios e honestidade. Eu ofereci a presidência do partido a terceiros, mas mesmo assim espalham mentiras sobre mim”.

Também citada nas anotações de Flávio por supostamente estar pedindo R$ 5 milhões para abrir mão da pré-candidatura ao Senado, a vice-prefeita de Dourados e também pré-candidata ao Senado, Gianni Nogueira — esposa do deputado federal Rodolfo Nogueira — também sugere boicote interno.

Gianni diz que esse suposto pedido é uma “mentira levada de maneira cruel e rasteira até o pré-candidato à Presidência do PL [Flávio]”.

Flávio confirma autoria de anotações
Em entrevista concedida à imprensa, Flávio Bolsonaro confirmou ter feito as anotações.

No entanto, ele disse que apenas anotou o que passaram para ele que estaria circulando internamente no partido. “Pessoas iam conversando, indicavam nos estados e fui anotando num papel”, disse.

E continuou dizendo que não se tratavam de fatos ou opiniões dele.

Assessoria de Imprensa do CAPITAL DO MS NEWS.