Carlão defende valorização da Santa Casa e cobra compromisso de gestores públicos com repasses e saúde de Campo Grande.

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Carlão defende valorização da Santa Casa e cobra compromisso de gestores públicos com repasses e saúde de Campo Grande.

Em pronunciamento durante a sessão da Câmara Municipal de Campo Grande, o vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), primeiro-secretário da Mesa Diretora, voltou a defender a Santa Casa de Campo Grande e a cobrar prioridade dos governos municipal e estadual para a instituição.

Carlão destacou que acompanhou com otimismo as recentes movimentações dos gestores públicos em favor do hospital, mas ressaltou a gravidade da situação atual, citando a paralisação da ala de cardiologia infantil e os atrasos de até cinco meses nos salários dos médicos.

"É uma falta de dignidade. Como é que o profissional vai operar e se dedicar a salvar vidas se não está recebendo seu salário? Os médicos chegam de manhã, cumprem plantão e continuam salvando vidas mesmo sem receber há meses. Essa é a nossa grande preocupação", pontuou o parlamentar.

O vereador direcionou sua fala diretamente ao governador Eduardo Riedel, à prefeita Adriane Lopes e aos secretários de Saúde do Estado e do Município, ressaltando que a população humilde da periferia depende exclusivamente da Santa Casa nos momentos de emergência.

"O povo simples não tem para onde ir no momento da angústia. Se um filho precisa de cirurgia ou um pai sofre um AVC, é para a Santa Casa que eles vão. Fico contente ao ver a preocupação dos gestores em ajudar a salvar o hospital, mas precisamos continuar cobrando", afirmou.

Em sua fala, o primeiro-secretário defendeu um novo olhar para o financiamento da entidade, que atende a maior parte da demanda de alta e média complexidade da capital e do estado. Carlão criticou a disparidade nos repasses financeiros em comparação com hospitais públicos.

"Não podemos tratar a Santa Casa como se fosse um problema só dela. Tem que ter compromisso de colocar recursos. Não é justo a Santa Casa atender 70% da demanda e receber menos dinheiro do que um hospital público que atende 30%. O gestor precisa entender que a Santa Casa é nossa, é um patrimônio do povo", finalizou Carlão.

Assessoria de Imprensa do CAPITAL DO MS NEWS.