Camila Jara cobra investigação de convênio com a Fiems e alerta: “Recursos públicos não podem financiar campanhas”.
Deputada afirma que o Ministério Público deve apurar se o convênio foi usado para favorecer interesses eleitorais.
Deputada federal Camila Jara (PT-MS). (Claudio Reis /Foto Câmara dos Deputados)
Enquanto o PT avalia encaminhar pedido de investigação para o Ministério Público sobre repasse de R$ 7 milhões articulado por Jaime Verruck (Republicanos) à Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), a deputada federal Camila Jara (PT) defendeu investigações do repasse.
A parlamentar esteve na sessão da Câmara Municipal nesta terça-feira (5) e afirmou que “nenhum dinheiro público pode ser usado para beneficiar campanhas, principalmente proporcionais”, declarou.
O deputado Pedro Kemp (PT) também já havia levantado a suspeita. O petista disse suspeitar que os R$ 7 milhões destinados à Fiems possam ser usados para financiar campanha eleitoral. O convênio que garantiu o repasse foi assinado pelo ex-secretário Jaime Verruck após a sua exoneração para concorrer nas eleições deste ano. A publicação em Diário Oficial chegou a ser corrigida, mas informações obtidas pela bancada petista reafirmam a manobra.
Na Assembleia Legislativa, deputados aguardam Gerson Claro (PP) cumprir sua promessa e levar o substituto de Verruck na Semadesc, Artur Falcette, para explicar o convênio.
Kemp disse que vai aguardar essas explicações. “A gente vai ver se, depois das explicações aqui, a gente aciona o Ministério Público, porque, se a Casa vai ficar blindando o governo em época de campanha, nós temos que recorrer a outros órgãos”, afirmou.
Kemp ainda achou estranha a medida do presidente Gerson Claro (PP) em convidar o novo secretário da Semadesc, Artur Falcette, para explicações exclusivas aos deputados na sala da presidência da Alems. Claro já havia blindado a Fiems em um primeiro requerimento destinado à CNI (Confederação Nacional da Indústria), questionando sobre os repasses e contratos firmados pela federação, atualmente investigada no MPMS por suspeitas de irregularidades em acordos comerciais.
“Eu acho estranho que o secretário venha falar a portas fechadas com os deputados. Ele deveria, no mínimo, então, usar a tribuna e fazer uma explicação pública”, disse Kemp após ter um requerimento cobrando explicações da Semadesc barrado.
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Assessoria de Imprensa do CAPITAL DO MS NEWS.