Articulações já começam para lançar Nelsinho Trad à prefeitura em 2028.

Aliados trabalham nos bastidores para consolidar o nome de Nelsinho Trad.

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Articulações já começam para lançar Nelsinho Trad à prefeitura em 2028.

O senador Nelsinho Trad (PSD) é cotado para ser o candidato a prefeito de Campo Grande em 2028 - Foto: Saulo Cruz/Agência Senado.

Nelsinho Trad e a sucessão municipal de 2028: articulações em andamento:

Nos bastidores da política sul-mato-grossense, cresce a especulação de que o senador Nelsinho Trad (PSD) poderá ser o nome escolhido pelo grupo liderado pelo governador Eduardo Riedel (PP) para disputar a Prefeitura de Campo Grande nas eleições de 2028.

A possibilidade surge como parte de uma estratégia de continuidade do bloco governista, que já conta com figuras de peso como o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e a senadora Tereza Cristina (PP).

De acordo com informações apuradas junto a interlocutores próximos ao senador e integrantes da base governista, existe uma movimentação para que Nelsinho seja preparado como candidato natural à sucessão da atual prefeita Adriane Lopes (PP).

A construção, entretanto, ainda depende do cenário político que se desenhará após as eleições deste ano, já que novas alianças e rearranjos podem alterar os planos até 2028. Vale lembrar que Nelsinho já demonstrou flexibilidade em suas decisões, como ocorreu recentemente, quando desistiu de tentar a reeleição ao Senado para compor a chapa de Azambuja como primeiro-suplente.

Questionado sobre o assunto, o senador preferiu adotar cautela, afirmando que ainda é cedo para tratar da sucessão municipal e que “muita água ainda vai passar por baixo da ponte”. Apesar da postura discreta, aliados avaliam que seu nome está sendo cuidadosamente trabalhado para assumir protagonismo na disputa pela prefeitura.

 
O fator Adriane Lopes e a necessidade de sucessão:

A discussão sobre 2028 se intensifica porque Adriane Lopes, reeleita em 2024, não poderá concorrer a um terceiro mandato consecutivo, conforme determina a legislação eleitoral.

Isso obriga o grupo político a buscar uma nova liderança capaz de manter o comando da capital. Nesse contexto, Nelsinho desponta como uma alternativa viável, já que possui experiência administrativa — foi prefeito de Campo Grande por dois mandatos, entre 2005 e 2012 — e mantém influência significativa no cenário estadual.

 
Rose Modesto aparece como nome forte para a prefeitura em 2028:

Outro nome que inevitavelmente entra na equação é o da ex-deputada federal Rose Modesto (União Brasil). Ela disputou a prefeitura em 2024, chegando ao segundo turno contra Adriane Lopes, e continua sendo uma figura relevante nas articulações políticas da capital. Caso o grupo governista confirme Nelsinho como candidato em 2028, Rose terá de avaliar se buscará novamente a prefeitura ou se seguirá outro caminho político.

 
A possibilidade de confronto entre irmãos:

Um elemento curioso e inusitado dessa possível disputa é a chance de um embate direto entre irmãos. O vereador Marquinhos Trad (PV), que já comandou Campo Grande entre 2017 e 2022, também pode colocar seu nome na corrida municipal. Se ambos confirmarem suas candidaturas, a eleição de 2028 poderá testemunhar um cenário raro: dois ex-prefeitos da mesma família disputando o comando da capital em lados opostos. Essa hipótese adiciona tensão e expectativa ao processo político, já que Marquinhos e Nelsinho possuem trajetórias distintas, mas igualmente marcadas pela administração da cidade.

 
O impacto das eleições atuais:

Apesar das conversas sobre o futuro, o foco imediato do grupo governista está nas eleições deste ano. Eduardo Riedel busca a manutenção no governo estadual, enquanto Reinaldo Azambuja concorre ao Senado, tendo Nelsinho como suplente. O resultado dessas disputas será determinante para definir os rumos da sucessão municipal em 2028. Só após a consolidação desse quadro é que as articulações em torno da prefeitura deverão ganhar maior clareza.

 
Considerações finais:

Se a articulação em torno de Nelsinho Trad se confirmar, ele poderá tentar retornar ao comando da capital 16 anos após deixar a prefeitura. A experiência acumulada como deputado federal e senador reforça sua bagagem política, mas o caminho até 2028 ainda é longo e sujeito a mudanças.

O cenário dependerá da manutenção dos acordos, da disposição do senador em voltar à disputa municipal e da dinâmica das alianças que se formarão nos próximos anos.

Assessoria de Imprensa do CAPITAL DO MS NEWS.